Entidades se unem para salvar o futebol cearense
Instituto UNIFUT (Unidos Pelo Futebol) foi criado para pensar soluções e reerguer os times locais
Como em grande parte do País, o futebol do Ceará passa por dificuldades. Principais clubes fora da elite nacional, parcos investimentos privados e um certo amadorismo
Fortaleza, CE, 25 – Como em grande parte do País, o futebol do Ceará passa por dificuldades. Principais clubes fora da elite nacional, parcos investimentos privados e um certo amadorismo gestor são itens da drástica realidade que tem apagado a vitrine e deixado de atrair atletas de ponta.
Tais necessidades incentivaram o surgimento de iniciativas visando expurgar esses espinhos da carne do futebol cearense. Passou da hora de ser coadjuvante. Querem torná-lo protagonista, antes que uma reviravolta seja impossível.
Uma delas foi a criação do Instituto UNIFUT (Unidos Pelo Futebol), cujo objetivo é convergir forças de diversas áreas esportivas a fim de chegar a um denominador comum: elevar o nível do futebol local, dentro e fora de campo.
“O momento é crítico, mas o futebol estadual tem a possibilidade de dar um salto de qualidade em suas ações nos atendimentos legais (direitos e deveres) dos jogadores, árbitros, treinadores, clubes e imprensa”, explicou Kim Alves, presidente do UNIFUT.
PRECISA MELHORAR
A ideia é diagnosticar problemas e buscar soluções para empoderar o futebol e transformá-lo em referência nacional, com ações efetivas que qualifiquem a gestão do esporte e evite a fuga de investidores, tornando-o mais competitivo.
Isso tudo no âmbito do processo que o futebol catalisa, como capacitações técnicas, eventos, negócios e pesquisas.
E o primeiro Ciclo de Debates aconteceu semana passada em Fortaleza. Pioneiro no Brasil e apoiado pela FCF (Federação Cearense de Futebol), o evento reuniu entidades ligadas ao esporte. Participaram representantes de jogadores, treinadores, clubes, arbitragem e imprensa.
“É necessário entender e colocar em prática as propostas sugeridas pelo colegiado dos referidos segmentos, que perceberam que mudanças precisam acontecer”, prosseguiu Alves.
NÃO DECEPCIONA
Vale lembrar que, mesmo diante de imensos percalços, o estado está entre os líderes de público no País em 2016. Jogos de Fortaleza e Ceará têm lotado os estádios. Atingindo a marca de 60 mil torcedores e renda de R$ 1 milhão.
“A paixão do torcedor cearense por seus clubes e pela prática do futebol é algo a ser estudado. Os clubes e Federação precisam valorizar e capitalizar essa “religião” de massa, oferecendo um trabalho digno desse público espetacular”, salientou Marcos Gaúcho, presidente do Safece (Sindicato de Atletas de Futebol do Estado do Ceará).





































































































































