Entenda os motivos da queda do Rio Branco após 17 anos

pres riobranco 100Americana, SP, 18 (AFI) – O rebaixamento do Rio Branco para a Série A-2 do Campeonato Paulista é o ponto final em uma realidade cruel, que já dura alguns anos. O Tigre americanense, através das suas últimas administrações, não soube gerenciar os recursos oriundos dos tempos de vacas gordas, com a revelação e venda de grandes jogadores, como Anailson, Flávio Conceição, Marcos Assunção e Mineiro. Dos fartos recursos em caixa na metade da década de 90, restam dívidas milionárias nestes primeiros anos de século 21.

Problemas na direção acarretam dificuldades dentro do campo. Dos últimos cinco Campeonatos Paulistas, em quatro o Rio Branco ficou próximo ou dentro da zona de rebaixamento. Técnicos com capacidade limitada e jogadores com talento não menos questionável vestiram a gloriosa alvinegra, que irá comemorar 96 anos de história em 2007, de forma totalmente vergonhosa.

Com isso, o circulo da morte estava formado. Mau comando administrativo leva a montagem de times fracos, times fracos levam a resultados ruins e resultados ruins afugentam o torcedor. O Rio Branco levou ao seu estádio nesse Campeonato Paulista uma média de cerca de 400 torcedores. Público indigno, até, de Série A-2.

Em entrevista coletiva concedida na última semana, o presidente Sérgio Luiz Meneghel Silveira (foto) disse, nas entrelinhas, que a boa colocação no Paulistão 2006, quando ficou em sétimo, tenha sido obra do acaso, já que o normal seria lutar contra a queda. Esperar mais o quê? Salários atrasados para os funcionários e processos judiciais de ex-jogadores se avolumando fazem com que o Rio Branco, que tem um dos maiores patrimônios de um clube do interior, patine em sai interminável turbulência financeira.

O torcedor de Americana torce que a queda para a Série A- 2 não signifiquem a morte, mas o renascimento para uma vida totalmente diferente no Rio Branco. Cair é vergonhoso, mas não ter capacidade para se levantar é humilhante.