Encontro Internacional de Futebol debate organização e disciplina

O evento foi realizado nesta quarta-feira e contou com os ingleses Mario Marinica e Clwyd Jones

Centro das atenções nos últimos anos por conta dos grandes eventos esportivos que o país realiza como a Copa do Mundo e os jogos Olímpicos, o assunto esporte virou tema central.

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São Paulo, SP, 16 (AFI) – Centro das atenções nos últimos anos por conta dos grandes eventos esportivos que o país realiza como a Copa do Mundo e os jogos Olímpicos, o assunto esporte virou tema central. Nesta quarta-feira, no Encontro Internacional de Futebol, disciplina e organização foram temas abordados pelos ingleses Mario Marinica e Clwyd Jones, no clube Paineiras, no Morumbi.

De acordo com Mario Marinica, técnico e analista com licenciamento da UEFA, a evolução do atleta de futebol está totalmente voltada para a disciplina e o poder de compreensão dele. Ele também defende a tese de que os fundamentos que a pratica do esporte exige devem ser aplicadas desde os primeiros anos de vida.

0002048147882 imgFoto: Claudio Torres

“O trabalho fica mais fácil quando o atleta tem a possibilidade de compreender as informações desde cedo e com isso adquirir um poder maior para assimilar com facilidade os métodos e prepará-los profissionalmente. Esse trabalho pode ser iniciado aos 10 anos, até por que ele já reúne condições de compreender isso ou aquilo e com 16 já está em um bom nível de entendimento tático e técnico”, declarou.

Já o seu compatriota Clwyd Jones, professor Sênior em Economia e Esporte, aponta as dificuldades e os desafios que os técnicos podem enfrentar durante a preparação das equipes.

“A cultura não tem nada a ver, já que a dificuldade está na complexidade dos métodos desenvolvidos. É a natureza do treinamento que é complicada. A saída pode estar no poder de preparação e observação destes profissionais”, ressaltou.

Além da teoria, a dupla inglesa destacou a qualidade do atleta sul-americano e apontam as diferenças com o jogador europeu. “Eles chegam muito jovens e com muitos problemas. São contratados pela qualidade superior que possuem em relação aos atletas locais e por essa condição sofrem muita pressão psicológica e cultural. Diante destes aspectos muitos não conseguem êxito”, explicou Mario.

Sobre a característica de atuar, Jones explica as diferenças que existem entre o futebol brasileiro e o praticado em seu país. “Na Inglaterra tem equipes que não jogam com a bola nos pés como o Brasil, e por isso atuam no tradicional esquema inglês, o de alçar bolas nas áreas e de muitos balões para o ataque”, encerrou.