Empresário ganha na justiça passe de jogador do São Paulo

Maurinho 0003 200Fernandópolis, SP, 13 (AFI) – O juiz da 2ª Vara Cível de Fernandópolis, Heitor Katsumi Miura, julgou procedente o pedido formulação pelo empresário Walter Faria em uma ação de prestação de contas em desfavor a Adão José Martins. A pendenga jurídica que se arrastou por três anos, confirmou que Faria mantém sociedade de fato em 50% no atestado liberatório do lateral direito Mauro Sérgio Viriato Mendes, o Maurinho (foto), atualmente no São Paulo Futebol Clube.

Com a procedência em 1ª instância, pedido julgado procedente abarca o valor de R$ 913 mil. Para o juiz, ficou comprovado que a condição de procuradores de Faria e Adão, por instrumento de procuração pública, ratificado em 17 de junho de 1997. A existência, do atestado liberatório firmado por Walter Faria foi feito em 23 de janeiro de 2001, sobre a proporção de 50% cada. Em depoimento, a versão do jogador corroborou os documentos e a versão acerca da existência de fato.

A alegação de extinção da sociedade alegada cuja procuração foi direcionada a Nilvaldo Vanderlei Baldo é improcedente. Na avaliação de Miura, foi apenas um contrato particular com Baldo, incapaz de excluir o vínculo entre as partes (Faria e Adão Martins), além de não foi outorgado por instrumento público.

Ficou ratificado ainda que Martins continuou a realizar negócios como procurador em 23 de janeiro de 2001 e 1 de agosto de 2001. Mas assinou em 23 de janeiro de 2003, que se comprometia a realizar prestação de contas para a apuração de receitas e despesas havidas pelas partes, desde a época que assumiram os direitos federativos sobre o atleta.
A alegação de coação não ficou comprovada perante a Justiça.

Os documentos e declarações comprovaram que o contrato de publicidade com o Santos de R$ 60 mil sendo 10% para os dois procuradores, contrato de cessão ao Rio Preto no valor de R$ 200 mil (10% para os dois procuradores), o distrato com a empresa Goular, de propriedade do irmão do atacante Luisão, em R$ 500 mil e a venda de 50% do passe pertencente a Faria em R$ 650 mil. Já o negócio com o Ituano, revelou-se gratuito.

Maurinho iniciou a carreira no Fernandópolis em 1997. Transferiu-se para o Rio Preto e, em seguida, ao Paulista de Jundiaí. Com uma ascensão fulminante foi contratado pelo Santos e depois, negociado ao Cruzeiro Recuperado pelo departamento médico do São Paulo, amarga reserva. Despontou para o cenário nacional em 2002, quando se tornou campeão brasileiro pelo Peixe, e em 2003 voltou a comemorar a conquista do Brasileiro com o Cruzeiro.