Empresário, ex-senador sugere apedrejamento de jornalistas em comparação com Seleção

"Tem determinadas emissoras que dão placar de quantos morreram no país. Parece que são gols", disse Roberto Cavalcanti

"Tem determinadas emissoras que dão placar de quantos morreram no país. Parece que são gols", disse Roberto Cavalcanti

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Campinas, SP, 14 (AFI) – Ex-senador da República (Republicanos), o empresário Roberto Cavalcanti sugeriu o apedrejamento de jornalistas e afirmou que a imprensa torce a favor das mortes por covid-19, o novo coronavírus. Para sustentar a fala, fez uma comparação com futebol e Seleção Brasileira.

“Tem determinadas emissoras que dão placar de quantos morreram no país. Parece que são gols da seleção do Brasil. ‘Hoje, 10 mil gols, batemos o recorde.’ Isso é uma vergonha. Isso é um país que deveria ter vergonha na cara. O jornalista, o radialista que fizesse um negócio desses deveria ser apedrejado na rua”, afirmou.

Roberto Cavalcanti usou o programa Correio Debate, da rádio Correio, que pertence ao Sistema Correio de Comunicação – que pertence ao próprio empresário – para fazer as afirmações. A TV Correio, afiliada da Rede Record na Paraíba, e rádios e jornais também estão no conglomerado. Depois, o empresário fez um mea-culpa.

Roberto Cavalcanti - Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

Roberto Cavalcanti – Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

“Na verdade, eu descarrego esse meu silêncio de 62 dias para hoje — talvez me exaltei, peço desculpas. A minha forma de conduzir no dia a dia é da parcimônia, de agregar, de conquistar, mas tem momentos em que você assiste ao assassinato de pessoas, ao assassinato de empresas”, contou.

“Isso não é possível. Não é possível que o Brasil não se revolte contra isso e deixe de lado o problema de ser de um lado ou de outro da política. Já falei demais, peço perdão mais uma vez”, encerrou.
Segundo divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), a Paraíba soma 3.361 casos confirmados da nova doença, que já foi responsável por 160 mortes. Ao todo, 120 cidades paraibanas foram afetadas pela covid-19.
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