Emissoras de Rádio do interior sofrem com descaso da Vivo nos estádios

Emissoras de Araraquara e Piracicaba foram prejudicas recentemente

As emissoras de rádios, principalmente as do interior de São Paulo, têm sofrido nas mãos da Vivo/Telefônica. O motivo é a falta de profissionais capacitados das concessionárias para prestar um serviço de qualidade as equipes esportivas, que muitas ve

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Campinas, SP, 21, (AFI) – As emissoras de rádios, principalmente as do interior de São Paulo, têm sofrido nas mãos da Vivo/Telefônica. O motivo é a falta de profissionais capacitados das concessionárias para prestar um serviço de qualidade as equipes esportivas, que muitas vezes viajam quilômetros de uma cidade na outra e não conseguem transmitir a partida por pura falta de competência, profissionalismo e empenho da Vivo/Telefônica.

No dia 8 de fevereiro, a Rádio Cultura de Araraquara viajou mais de 200 km de Araraquara a Santo André para a transmissão da vitória da Ferroviária, por 5 a 1, diante do Ramalhão, porém não conseguiu entrar no ar. “Foi um dia histórico para Ferroviária, uma vitória de goleada e não conseguimos falar nada pelo rádio para milhares de torcedores que ficaram em Araraquara na espera da transmissão do jogo”, disse José Roberto Fernandes, diretor de esportes da emissora.

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De acordo com o profissional da rádio, a Vivo/Telefônica simplesmente não completou o circuito que havia sido solicitado com uma semana de antecedência, atendendo as exigências feitas pela prestadora de serviços.

“Chegamos ao estádio “Bruno José Daniel” por volta das 14,00 horas ( o jogo seria às 16,00 horas). Havia etiquetas de identificação, mas não falamos. Foram horas de tentativas frustradas, tanto lá no estádio, como na nossa retaguarda técnica em Araraquara. Quando faltavam 25 minutos para acabar o jogo, apareceu um funcionário da Vivo, de nome Marco, que falou em várias ocasiões, via celular com algumas pessoas, mas não conseguiu localizar alguém que pudesse resolver o problema. Desculpou-se e foi embora. Enfim, o jogo acabou, a Ferroviária venceu e não transmitimos nada” acrescentou.

Preço alto
O descaso é constante, é comum as emissoras de rádios deslocarem para fazer a transmissões esportivas em outras cidades e simplesmente não são bem atendidos pelos funcionários da Vivo/Telefônica, que fazem pouco caso e ainda assim a concessionária cobra a fatura de um serviço que ser quer foi prestado.

0002048160910 imgNarrador José Roberto Fernandes da Rádio Cultura de Araraquara

A indignação não para por aí, afinal, há outras despesas e constrangimentos não só com os torcedores que não acompanham as partidas, mas principalmente com os patrocinadores.

“Isso nos leva à perguntas: Vale a pena continuar? Montar uma estrutura de trabalho, que no final fica em mãos de pessoas incompetentes e desinteressadas, que não têm a mínima preocupação em cumprir com suas obrigações? Quem arca com o custo? Linhas, pedágios, combustível, alimentação, espaço da rádio, riscos nas estradas, sem falar no compromisso com ouvintes e patrocinadores? Como aceitar que, a quatro meses da Copa do Mundo, não se consiga transmitir um jogo de futebol entre duas cidades como Santo André e Araraquara, porque alguém da Vivo, com certeza, no DG da operadora, se esqueceu de ligar ou desligar uma chave? Onde chegamos? Qual o futuro do rádio esportivo, sendo tratado dessa forma, por uma empresa que deveria primar pela qualidade e atendimento nos serviços que oferece?
Hoje, transmitir futebol pelo rádio se transformou numa grande aventura, cujos resultados ninguém pode prever, nem mesmo os do jogo em si, diante das dificuldades para se trabalhar.

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Mais problemas
No dia 18 de Fevereiro, última terça-feira, foi a vez das Rádios Onda Livre e Educadora, ambas de Piracicaba, terem problemas na transmissão. As duas Rádios simplesmente não conseguiram transmitir parte do jogo pelo fato da Vivo/Telefônica não conseguir detectar o problema na linha de transmissão de Mogi Mirim a Piracicaba. “A Vivo/Telefônica cobra um absurdo pelo serviço, mas deixa a desejar no atendimento, o pior é que não tem outra opção, não tem concorrência”, desabafou o repórter da Rádio Onda Livre, Nando Lopes.

Mobilização
O Futebol Interior se solidariza com essas emissoras de Rádio e pede para quem teve problema para transmitir jogos por simples descaso da Vivo/Telefônica mande sua história para [email protected] .