Embora tenha jogado pro gasto, vantagem da Seleção Brasileira poderia ter sido maior

Time vence Sérvia por 2 a 0, um gol em cada tempo

Embora tenha jogado pro gasto, vantagem do Brasil poderia ter sido maior

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Quando a Seleção Brasileira desencantou nas Eliminatórias desta Copa do Mundo no comando do treinador Tite, e o ritmo foi mantido em amistosos, projetou-se que tudo isso fosse repetido nos jogos da equipe em território russo.

Problema é que desconsideram a decadência do futebol sul-americano e que amistosos são amistosos, independentemente da condição técnica do adversário.

Aí, na Copa do Mundo, até adversários tecnicamente mais fracos se compactam bem em campo, diminuem espaço para manobra, e dificultam a penetração.

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Apesar desses fatores adversos, nas três partidas desta primeira fase a Seleção Brasileira criou chances para ganhar por larga vantagem, inclusive diante da Sérvia, quando Gabriel Jesus e Neymar perderam chances reais.

Considere, igualmente, que Neymar – no ápice da forma – faz a diferença. Os três meses de recuperação de lesão no pé tiraram dele o condicionamento físico que permitia arrancar com a bola.

MIRANDA, THIAGO E CASEMIRO

Pela primeira vez o sistema defensivo brasileiro foi colocado à prova, na vitória por 2 a 0 sobre o Sérvia, nesta quarta-feira, e três jogadores tiveram atuação irreparável: Miranda, Thiago Silva e o volante Casemiro.

Testados no jogo aéreo sérvio, ganharam a maioria das jogadas. E mesmo quando ficaram de mano com adversários, tiveram alta performance de desarmes.

Embora tivesse perdido alguns lances, o lateral-direito Facner não comprometeu e pela primeira vez arriscou algumas investidas ao ataque.

A lesão que tirou o lateral-esquerdo Marcelo do jogo, aos nove minutos de partida, tirou a rápida transição ofensiva da equipe pelo setor.

O substituto Filipe Luís é burocrático e simplifica no toque curto de bola, embora tenha dado conta do recado na marcação.

Assim, mesmo devendo atuação com o brilhantismo do ano passado, a equipe brasileira tem lampejos decisivos, como a bola que Phillipe Coutinho enfiou para Paulinho aparecer livre na cara de gol e converter.

Apesar do gol, cobra-se mais consistência de Paulinho na marcação. Além disso, em vez da optar pela condução de bola, o ideal seria trabalhá-la e ditar o ritmo de jogo.

Tem-se intensificado também cobrança para melhor rendimento de Gabriel Jesus, mas por ser o único jogador que fica infiltrado entre zagueiros adversários, o nível de dificuldade pra ganhar as jogadas é maior.

Enfim, defeitos são acobertados com o segundo gol da equipe, em cabeçada do zagueiro Thiago Silva.

MÉXICO

Vem aí o México que provavelmente vai procurar se fechar e optar pelos contra-ataques em altíssima velocidade, na próxima segunda-feira.

Jogo imprevisível, principalmente se os brasileiros não chegarem ao gol durante o primeiro tempo.

A opção de a seleção se mandar totalmente ao ataque pode ser perigosa para contra-ataques do adversário.