Em rodada meteórica, a Seleção FI da Série B vem recheada de velocistas e de técnico que recolou seu time no G4

A 23ª passou como um raio e mesmo assim o FUTEBOL INTERIOR consguiu selecionar os atletas responsáveis pela ascensão de seus clubes na série B mais equilibrada dos últimos tempos

A 23ª passou como um raio e mesmo assim o FUTEBOL INTERIOR consguiu selecionar os atletas responsáveis pela ascensão de seus clubes na série B mais equilibrada dos últimos tempos

0002050111995 img

Campinas, SP, 7 (AFI) – O final de semana foi corrido no Campeonato Brasileiro da Série B, com seis jogos na sexta-feira e três sábado e outro adiado. E a nova rodada começa já nesta segunda-feira, dia 7 de setembro, com dois jogos. O Portal Futebol Interior, porém, não podia deixar de destacar os melhores da rodada.

O time está armado no esquema 4-3-3 sob o comando do técnico Dado Cavalcanti, um dos técnicos destaques nesta temporada pelo Paysandu.

Confira a Seleção Futebol Interior da 23.ª rodada:

Gilvan (ABC);

Vitor (Santa Cruz), Renan Fonseca (Botafogo), Ronaldo Alves (Náutico) e João Lucas (Paysandu);

Diones (Sampaio Correa), Mazinho (Oeste) e Rafael Costa (Paraná);

Luiz Fernando (Luverdense), Jobinho (Bragantino) e Mazola (Ceará).

Técnico: Dado Cavalcanti (Paysandu).

Goleiro Gilvan que defendeu penalti e livrou o ABC de mais uma derrota.

Goleiro Gilvan que defendeu penalti e livrou o ABC de mais uma derrota.

Goleiro: Gilvan (ABC)
Há várias rodadas tem mostrado que sua experiência ainda é importante. Apesar do ABC não vencer há 12 jogos, pelo menos não perde há quatro. E diante do Santa Cruz, em Natal, desta vez na Arena das Dunas, foi o goleiro quem salvou o time de uma nova derrota. Ele defendeu pênalti cobrado nos últimos minutos chutado por Anderson Aquino. Aliás, um “pênalti mandrake” dado em cima do ídolo tricolor Grafite.

Lateral-direito: Vitor (Santa Cruz)
Salvou um gol em cima da linha, fez boas jogadas pelo setor e saiu no segundo tempo machucado. Mas chamou atenção por participar das jogadas e não fugir do pau. O Tricolor Pernambucano segurou o empate, por 1 a 1, com o ABC, em Natal.

Simples e objetivo: assim foi o zagueiro do Fogão em grande conquista fora de casa.

Simples e objetivo: assim foi o zagueiro do Fogão em grande conquista fora de casa.

Zagueiro: Renan Fonseca (Botafogo)
Não perdeu uma bola de cabeça, fez bem as coberturas e segurou no peito os atacante do Vitória, em pleno Barradão, em Salvador. Virou homem de confiança do técnico Ricardo Gomes, que conseguiu recolocar o Fogão na liderança após duas vitórias seguidas – Atlético-GO, por 4 a 0, e Vitória, por 2 a 1.

Zagueiro: Ronaldo Alves (Náutico)
Tem chamado atenção por sua regularidade. Tanto que deu pouco espaço para os atacantes do Sampaio Corrêa, mas uma pena que desta vez o ataque do Timbu não funcionou. O time vai caindo pela tabela, saiu do G4 e precisa ligar o sinal amarelo. Marcou bem Pimentinha, que foi um inferno nos primeiros minutos. Depois, bem vigiado, acabou não aparecendo mais.

Lateral-esquerdo: João Lucas (Paysandu)
Ele já vem se destacando a competição, aproveitando esta surpreendente campanha do Papão. Mas desta vez “comeu a bola” e ainda ficou esperando o lanche. Transformou o lado esquerdo uma avenida e parece que está bem maduro, depois de passar por vários clubes do Interior paulista. Tanto que já chamou a atenção do Fluminense, que anda em baixa no Brasileirão.

Diones fez gol relampago e ajudou o Tubarão a conquistar vaga no G4.

Diones fez gol relampago e ajudou o Tubarão a conquistar vaga no G4.

Volante: Diones (Sampaio Corrêa)
O Tubarão perdeu o artilheiro Robert para o Vitória; Uillian Correia para o Cruzeiro, o volante Marino para o Náutico e o também volante Jonas para o Flamengo. Todos pensavam que o Sampaio ficaria à deriva. Mas sob o comando de Léo Condé no banco de reservas e do capitão Diones dentro de campo, o time de ajeitou de novo na competição, estando em terceiro lugar. Ele marcou o gol em Recife.

Meia: Rafael Costa (Paraná)
Marcou um gol diferente, numa cobrança de falta da intermediária. Deu a pinta de que tentaria o cruzamento, mas bateu de curva, surpreendendo o goleiro do Bahia. A vitória do tricolor paranaense, por 1 a 0, o deixou bem mais longe da ameaça do rebaixamento.

Meia: Mazinho (Oeste)
O “Messi Black” voltou a mostrar seu futebol talentoso, com toques rápidos e inteligentes. O Oeste segurou o empate sem gols com o Mogi Mirim e, com certeza, vai dar um jeito de escapar do rebaixamento.

Decisivo, Mazola marcou e contribiu para a vitória do Ceará com mais uma assistência.

Decisivo, Mazola marcou e contribiu para a vitória do Ceará com mais uma assistência.

Atacante: Luiz Eduardo (Luverdense) – Depois de se destacar no Campeonato Mineiro pela Caldense, finalmente Luiz Eduardo decolou com a camisa do Luverdense e, na vitória sobre o Macaé, além dos dois gols que fez, Luiz Eduardo cumpriu função tática de segurar os zagueiros do time carioca, tendo se adaptado com perfeição no novo esquema do time: 4-1-4-1. Poucos são os times no Brasil que tem a sorte de terem dois atacantes tão agudos como o Luverdense que, além de Luiz Eduardo, ainda tem o artilheiro Tozin.

Atacante: Mazola (Ceará)
Fez um gol e deu passe para outro na vitória reabilitadora do Ceará em cima do CRB,m dentro de Maceió, no estádio Rei Pelé. Ex-Figueirense tem vitalidade, é veloz e pode ajudar o Vovô a se livrar do enrosco que a sua diretoria lhe enfiou.

Atacante: Jobinho (Bragantino)
Não deu certo no clube que iria defender na Tunísia, mas continua brilhando com a camisa do Bragantino. Fez um golo na vitória, por 2 a 1, de virada sobre o América, e deu passe para Lincom marcou outro. Aliás, o Braga, de repente, ganhou força e ficou bem perto do G4. SE abrir os olhos pode brigar pelo acesso.

Dado Cavalcanti recolocou o Papão no caminho da série A.

Dado Cavalcanti recolocou o Papão no caminho da série A.

Técnico: Dado Cavalcanti (Paysandu)
É um dos técnicos da nova geração que está “arrebentando”. Ele acertou a mão no Paysandu, transformando um time de dois ou três bons jogadores num time forte, com personalidade e que se mostra eficiente. Tanto que é vice-líder da competição após a 23.ª rodada. Mas tanto para o Papão como para o Sampaio Corrêa, do técnico Léo Condé, o problema é a distância continental que os separa dos locais de jogos. Isso é desgastante.

Outros técnicos estão em baixa, como Josué Teixeira, que foi mal no ABC, depois deu um “migué” no Cuiabá que disputa a Série C e a,gora, merecidamente, está sofrendo com o Macaé. Ou então Givanildo Oliveira, que não vence mais com o América Mineiro. E Vagner Mancini, que não venceu no returno, e que promete mudanças profundas para transformar um elenco caro num time capaz de brigar pelo acesso. Não está fazendo o time render como deveria render pelo alto nível de seus jogadores, além de ser muito medroso.

0002050111449 img