Em 'prisão domiciliar', Ronaldinho faz festas ao lado de modelos

O jogador tem aproveitado seu quarto de hotel, com irmao Assis, sempre bem acompanhado

O jogador tem aproveitado seu quarto de hotel, com irmao Assis, sempre bem acompanhado

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São Paulo, SP, 12 (AFI) – Prisão domiciliar? Ronaldinho Gaúcho transformou seu hotel no Paraguai em uma verdadeira festa. Segundo fontes do país vizinho, o craque tem recebido diariamente várias modelos. Ele e o irmão assim devem ser liberados ainda neste mês de agosto.

Ronaldinho Gaúcho

Ronaldinho Gaúcho

“Tem dias que chegam pelo menos duas mulheres. Parecem ser modelos. Estão sempre bem produzidas. Chegam em carros luxuosos. As que são conhecidas entram diretamente pelo estacionamento e as que são desconhecidas pela porta da frente do hotel. Depois o carro vem buscá-las”, contou uma fonte do jornal paraguaio ‘Hoy’, que não quis se identificar ao Lance.

O CASO!
O futuro do ex-jogador Ronaldinho Gaúcho e seu irmão e empresário Roberto de Assis Moreira, presos em Assunção há cinco meses, será definido no próximo dia 24. A Justiça do Paraguai marcou na noite de segunda-feira para essa data uma audiência que vai julgar o caso dos dois ex-atletas brasileiros. Nela, um juiz analisará se concederá a ambos a liberdade de retornar ao Brasil.

Ronaldinho Gaúcho e Assis são acusados de usarem passaportes falsos para entrar no Paraguai. Os dois foram presos em 6 de março e ficarem por cerca de um mês em um presídio de segurança máxima no país. Em abril, a Justiça do Paraguai aceitou a transferência para prisão domiciliar, em um hotel de Assunção, após fiança de US$ 1,6 milhão (o equivalente a cerca de R$ 8,5 milhões).

Na última sexta-feira, os promotores pediram ao juiz a suspensão condicional do procedimento para que o ídolo do Barcelona e seu irmão possam retornar ao seu país. Com a audiência preliminar “termina basicamente uma das etapas do processo… é onde se analisa o requerimento conclusivo do Ministério Público e se cede a palavra à defesa”, explicou o juiz Gustavo Amarilla à rádio paraguaia Primero de Marzo.

O magistrado disse que na audiência, que será presencial e será realizada na sede do Poder Judiciário do Paraguai, perguntará aos acusados se estão de acordo com a proposta apresentada pelo Ministério Público.

ENTENDA
Os promotores investigavam ainda suposta participação de Ronaldinho Gaúcho e o irmão em uma organização criminosa especializada em falsificação de documentos e lavagem de dinheiro no país sul-americano. Desde o início das investigações, a defesa dos ex-atletas brasileiros alega que os dois foram enganados e não sabiam que os passaportes tinham sido adulterados.

O caso envolvendo o ex-jogador brasileiro virou um escândalo no Paraguai e atingiu vários funcionários da Diretoria de Migração e do Departamento de Identificação, que emitem passaportes e cartões de identidade, além de fiscais do Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, em Assunção. Dezoito pessoas foram detidas por envolvimento no caso.

Em março, a Justiça havia determinado que Ronaldinho Gaúcho e o irmão precisavam permanecer detidos durante a investigação. O inquérito poderia durar até seis meses para ser concluído, de acordo com as leis paraguaias.