Em palestra, advogado do Bom Senso F.C diz que organização deixará legado
João Henrique Chiminazzo é um dos palestrantes da décima semana de Educação Física da Metrocamp
Campinas, SP, 15 (AFI) – Referência na área do Direito Desportivo, o advogado João Henrique Chiminazzo (foto abaixo) ministrou palestra na manhã desta terça-feira, na Faculdade Metrocamp, em Campinas, e reforçou a importância do Bom Senso F.C, projeto elaborado por jogadores, e que no qual é o responsável jurídico.
Chiminazzo destacou as principais ideias do movimento, e reforçou a importância de jogadores campeões do Mundo, como Dida e Gilberto Silva, que mesmo perto da aposentaria querem deixar um legado no futebol brasileiro. As dificuldades com o calendário desumano da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) foi o principal foco no debate.
Entre as reivindicações está um número maior de dias de pré-temporada. Neste ano, por exemplo, o futebol brasileiro cessa no dia 8 de dezembro e retorna em 12 de janeiro. Ou seja. Serão 34 dias sem bola rolando, sendo que 30 destes são obrigatórios por causa das férias dos atletas. O restante seria destinado a preparação para o ano todo. Um erro que pode custar caro aos clubes, que correrão o risco de ter mais jogadores lesionados.
Guilherme RighettoA desgastante sequência de jogos, principalmente no segundo semestre do Brasil, é uma mudança que deve ser novamente planejada. Os próprios números mostram isso. Um time brasileiro joga, em média, 78 partidas por ano, dez a mais que um europeu, que entra em campo apenas uma vez por semana em boa parte do calendário. Semana ou outra duas vezes.
“É muito importante divulgar o projeto, principalmente para os alunos de Educação Física, que também têm de estar cientes do desgaste físico dos atletas que atuam no futebol brasileiro. Estamos ganhando apoio de todos, porque é um projeto sério e que renderá frutos para os próximos anos”, disse Chiminazzo.
Estaduais e Fair Play Financeiro
O Campeonato Estadual virou o principal vilão para o Bom Senso F.C, que embora discorde da forma com que é elaborado, não pede por seu fim. Pelo o contrário. O movimento quer mudanças no regulamento, principalmente no número de times participantes. Isso diminuiria a intensidade de jogos e deixaria a competição mais equilibrada, com os clubes atuando em maior nível técnico e físico.
O Bom Senso também trabalha pelo Fair Play Financeiro, que visa garantir aos jogadores os salários em dia. É preciso rigor com os clubes que não pagam, o que virou frequente no Brasil. Vasco, Fluminense, Flamengo e Botafogo, todos cariocas, devem pelo menos dois meses ao grupo de jogadores, comissão técnica e funcionários. Isso sem falar em times tradicionais, mas que hoje estão em decadência, caso do Guarani, campeão brasileiro em 78 e prestes a leiloar seu estádio para sanar as dívidas.
“Hoje, a Federação Paulista trabalha com um sistema que ajuda os clubes a serem punidos por causa de dívidas. Mas, muitas vezes os jogadores acabam expostos e sendo prejudicados. Isso aconteceu com muitos atletas do Paulista de Jundiaí no primeiro semestre. Eles não puderam nem pegar as chuteiras depois que procuraram o Sindicato”, comentou.
São ideias que vem sendo discutidas entre quem gere o futebol no Brasil. O Bom Senso surgiu após conversa dos experientes Alex e Juan, meia do Coritiba e zagueiro do Internacional, respectivamente. A dupla comentou o desgaste da temporada, e resolveu criar o movimento, que depois teve o apoio de outros grandes nomes, como D’Alessandro, Seedorf, Jadson e Rogério Ceni.





































































































































