Em família: atletas de time do Paulista A2 treinam juntos durante a quarentena

O atacante Mazola e o zagueiro Diego Sacoman aproveitam que estão juntos no isolamento para manter forma física

O atacante Mazola e o zagueiro Diego Sacoman aproveitam que estão juntos no isolamento para manter forma física

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São Paulo, SP, 13 (AFI) – A paralisação do Campeonato Paulista da Série A2 por conta da pandemia do Covid-19 forçou muitos jogadores a encontrar alternativas de treino, visando a manutenção da forma física durante a quarentena. Assim como muitos outros, são os casos do atacante Mazola e do zagueiro Diego Sacoman, ambos atletas do Juventus que encontraram uma forma de se motivarem: treinamento em dupla.

Antes que alguém possa pensar na irresponsabilidade pela “falta” de isolamento social, a relação de proximidade entre os jogadores se explica por questões familiares. Mazola e Diego Sacoman são cunhados, já que o atacante é casado com a irmã do zagueiro.

 O atacante Mazola e o zagueiro Diego Sacoman aproveitam que estão juntos no isolamento para manter forma física

O atacante Mazola e o zagueiro Diego Sacoman aproveitam que estão juntos no isolamento para manter forma física

“Meu sogro (pai do Diego Sacoman) fez uma cirurgia para tratar um câncer e ficou sete dias no hospital. Nesse período eu e minha esposa ficamos na nossa casa e o Diego ficou na dele. Depois de uma semana, meu sogro teve alta e com autorização do médico resolvemos ficar todos na mesma casa. Tomamos essa decisão até para ajudar na recuperação, para não precisar ficar saindo de casa. Então estamos de quarentena todo mundo junto e assim damos risada e nos ajudamos”, disse Mazola.

“Resolvemos treinar juntos porque realmente um motiva o outro, ainda mais porque ficamos todos nós juntos aqui dentro de casa por conta da paralisação. Também pelos meus pais, que fazem parte do grupo de risco, o que implica em tomar ainda mais cuidados. O espaço na casa da minha mãe é maior, porque é um condomínio fechado, então temos espaço para correr também”, explica Diego Sacoman.

Falando em motivação, o atacante do tradicional clube do bairro da Mooca ressalta a importância de ter mais uma companhia nos treinos. “No início da quarentena foi difícil, pois moro em um apartamento com a minha esposa. Nesse período, tinha que dar treino pra mim mesmo. Um dia você tem vontade de treinar, mas no outro não tem ninguém pra te motivar e assim fica uns dias sem exercício físico”, ressaltou.

O fato de estarem juntos na mesma casa durante a quarentena também rende boas histórias. “Um episódio engraçado foi que o Mazola quase não aguentou o ritmo de um treino e quase desistiu, mas com muito esforço, ele foi até o final (risos)”, brincou o defensor.

INSTRUÇÕES DO CLUBE
Os atletas estão seguindo uma série de exercícios montados pela comissão técnica clube, facilitando a rotina de treinamentos. “Os preparadores físicos do Juventus nos passaram uma planilha a ser seguida, mas eles não sabiam que as academias nos prédios também seriam fechadas. Tentamos nos adaptar com o que temos e o que nós já conhecemos”, comentou Sacoman.

“Cada um instrui o que sabe e a gente vai montando uma sequência. O Márcio Leite, preparador físico do Juventus, também nos passa algumas coisas e assim a gente vai treinando”, complementou Mazola.

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FASE DO JUVENTUS
Antes da paralisação do Paulistão A2 Sicredi, o Juventus vinha de duas vitórias consecutivas. A boa fase recente levou o clube para a sétima colocação, somando 18 pontos. “Temos um elenco muito bom, porque mesmo trocando as peças da equipe titular, a qualidade se mantém. O Márcio (preparador físico) nos deu uma ótima base de treinos, e isso faz diferença nas partidas, o que nos permite manter uma intensidade durante todo o jogo”, indicou o zagueiro, destacando o trabalho realizado pela comissão do clube.

“Temos um elenco muito bom, com intensidade alta. Isso não deixa com que o rendimento da equipe caia. O Alex e toda a comissão técnica estão de parabéns. Agora é orar para que tudo isso passe logo e o campeonato volte para a gente buscar o nosso objetivo que é subir”, concluiu o atacante.

Natanael Oliveira, especial para a FPF