Em crise, São Paulo para de pagar impostos e torce por ‘mãozinha’ de Dilma

Os sãopaulinos são a favor dos artigos que estabelecem tributação favorecida aos clubes que decidirem deixar de ter estrutura de associação para se transformarem em empresas

Os sãopaulinos são a favor dos artigos que estabelecem tributação favorecida aos clubes que decidirem deixar de ter estrutura de associação para se transformarem em empresas

0002050104458 img

São Paulo, SP, 12 (AFI) – A crise chegou para todos. E não é só você, torcedor, que está reclamando de dívidas. O São Paulo é mais um dos que tentam se manter em meio a falta de dinheiro, e para isso optou por uma atitude inusitada: deixou de pagar impostos para economizar. O montante, com juros, ultrapassa a casa dos R$ 30 milhões.

Impostos como a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Confins) e o Programa Integração Social (PIS) estão em aberto, tanto é que já é possível pesquisar no site da Receita Federal a existência de débitos no CNPJ do time do Morumbi. Apesar disso, o São Paulo ainda tem a tal Certidão Negativa de Débito.

A dívida adquirida preocupa, mas pode ser resolvida com uma simples assinatura da presidente Dilma Rousseff (PT). A chefe do Poder Executivo tem em mãos a proposta da Medida Provisória (MP) que ajuda no refinanciamento das dívidas dos clubes do futebol brasileiro. Porém, num primeiro momento ela vetou o texto, o que gerou preocupação nos bastidores do Morumbi.

Os sãopaulinos são a favor dos artigos que estabelecem tributação favorecida aos clubes que decidirem deixar de ter estrutura de associação para se transformarem em empresas. Emenda que fora apresentado pelo deputado federal Jutahy Magalhães Júnior (PSDB-BA).

“Não seria uma transformação obrigatória, mas todos os clubes que resolvessem se tornar sociedades empresariais pagariam uma alíquota de 5% sobre toda sua receita mensal para Imposto de Renda, PIS, COFINS, tudo. Criaria um marco regulatório para que esses clubes pudessem ser cobrados, e eles também teriam de apresentar a governança. Esse artigo permitiria o acesso ao capital, e sem isso não podemos competir com clubes da Itália, Inglaterra, Espanha, até mesmo Colômbia, Chile e mercados árabes”, explicou o dirigente Tricolor, Alexandre Bourgeois.

Aidar optou por deixar de pagar impostos e agora está na mão da presidente Dilma

Aidar optou por deixar de pagar impostos e agora está na mão da presidente Dilma

Ao aderirem ao projeto de refinanciamento, os clubes terão de pagar de 120 a 204 parcelas, além de cumprir com uma série de obrigações fiscais, com punição em caso de descumprimento. O ponto negativo é que as parcelas serão maiores do que atualmente os clubes pagam ao Timemania. Subiria de R$ 350 mil para R$ 900 mil. Isso deixa várias agremiações com um ‘pé atrás’.

Se a presidente Dilma mantiver o veto, o São Paulo terá que se virar para pagar os débitos atrasados. Entrará numa crise parecida com a do Corinthians, que também deixou de pagar impostos pela falta de dinheiro em caixa. Ou seja, mais do que nunca os sãopaulinos rezam para que a petista colabora com a estratégia.

Diante destes problemas, o São Paulo volta a campo nesta quarta-feira para enfrentar o Figueirense, às 22 hortas, no Orlando Scarpelli, em Florianópolis.