Eliminatórias: "Faz parte da história", admite Tite, sobre 7 a 1 no Mineirão
Treinador da Seleção Brasileira reconheceu que os jogadores carregam uma carga emocional muito grande
Treinador da Seleção Brasileira reconheceu que os jogadores carregam uma carga emocional muito grande
Belo Horizonte, MG, 10 – O Brasil terá nesta quinta-feira, às 21h45, o duelo mais difícil destas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2018, que será na Rússia, desde a chegada de Tite à seleção. No estádio do Mineirão, em Belo Horizonte, palco dos 7 a 1, a seleção encara a rival Argentina, pela 11.ª rodada, e a pressão de um estádio que há pouco mais de dois anos presenciou o maior fiasco da história do futebol brasileiro. Mesmo que os argentinos vivam um mau momento, a expectativa é de que o embate recheado de rivalidade e que colocará em lados opostos dois dos melhores jogadores do mundo, Messi e Neymar, seja trepidante.
O técnico Tite reconhece que o estádio carrega uma carga emocional muito grande desde a goleada impiedosa aplicada pela Alemanha na semifinal da Copa do Mundo de 2014.
“Esse assunto faz parte (das conversas com os jogadores) porque ele faz parte da realidade e faz parte da história”, admitiu o treinador.
Mesmo assim, o treinador tenta tirar o peso da história sobre a partida. “Assim que nós assumimos, nos foi passado que havia um jogo que estava se encaminhando para ser no Mineirão, o local dos 7 a 1. E foi num momento em que ninguém sabia dos resultados que iríamos ter. Eu não sabia que nós íamos vencer quatro jogos”, lembrou Tite. “Vamos rotular o estádio por causa disso?”
MINIMIZA?
Uma vitória da seleção não será suficiente para apagar da memória aqueles 7 a 1, mas em contrapartida um triunfo sobre a Argentina deixará a seleção muito próxima do Mundial de 2018. Se vencer, o Brasil chegará aos 24 pontos na tabela de classificação, um a menos do que a pontuação que garantiu o Equador na última Copa do Mundo – vale ressaltar que, naquela ocasião, as Eliminatórias contaram com apenas nove seleções, uma a menos do que agora, já que o Brasil era o país-sede e tinha vaga garantida.
Nesta quinta-feira, Tite terá à disposição todos os jogadores, à exceção do volante Casemiro, cortado por lesão. O time será praticamente o mesmo que vinha atuando e contará ainda com o reforço de Marcelo na lateral esquerda, que volta à seleção depois de ficar de fora das duas últimas partidas por contusão. No banco de reservas, Douglas Costa será opção para o ataque pela primeira vez.
A oportunidade de repetir o time dá ao Brasil um pouco do entrosamento que não foi possível ter devido ao curto tempo de treinamento. A seleção realizou apenas três atividades em Belo Horizonte, sendo que somente nas duas últimas delas Tite conseguiu contar com o elenco completo.
DESCONVERSOU…
A grande expectativa é pelo duelo entre Messi e Neymar. Questionado sobre qual dos dois pode desequilibrar mais, Tite é evasivo.
“Nosso desafio como técnico é potencializar as virtudes que eles têm”, afirmou o treinador, fazendo referência também ao técnico da Argentina, Edgardo Bauza. “Ao mesmo tempo, temos que tentar neutralizar. Não se para Leo Messi, não se para Neymar, mas a gente pode diminuir o número de ações deles”.
Sexta colocada na tabela de classificação, a Argentina passa por um momento de instabilidade, mas para o técnico do Brasil isso não deverá fazer diferença. “Se você pegar quatro rodadas atrás, a coisa estava toda invertida”, ponderou o treinador.
Tite também alerta para o forte elenco da Argentina, mesma preocupação demonstrada ao longo da semana pelo zagueiro Marquinhos e pelo meia Renato Augusto, que serão titulares no Mineirão. Além de Messi, o treinador fez referências a Zabaleta, Higuaín, Aguero e Di María. “Não vou conseguir dormir esta noite”, disse Tite, no último ato antes de encarar seu maior desafio à frente da seleção brasileira.
REAÇÃO
Passando por mau momento nas Eliminatórias, a Argentina quer fazer do jogo desta quinta-feira o início da reação para subir na tabela de classificação. O objetivo é conquistar pelo menos 4 pontos nestes dois últimos jogos da temporada – na próxima terça recebe a Colômbia – e para isso confia na volta de Messi.
“Nós não estamos no nosso melhor (momento), mas sabemos o que representa este clássico”, disse o goleiro Sergio Romero. “Queremos que este seja nosso ponto de decolagem”.





































































































































