Eliminação para o Fortaleza fará Corinthians ter a pior seca de títulos pós 1977

O último título corinthiano foi em 2019, quando conquistou o tricampeonato paulista contra o São Paulo

A seca vem de encontro a péssima gestão de Duílio Monteiro Alves. O cartola será primeiro presidente a terminar um mandato sem títulos em 36 anos.

Duilio Alves fez péssima gestão no Corinthians
Duilio Alves fez péssima gestão no Corinthians (Foto: Rodrigo Coca/ Corinthians)

São Paulo, SP, 04 (AFI) – A crise do Corinthians não para de ganhar mais marcas negativas. Após a eliminação para o Fortaleza, na Copa Sul-Americana, o Timão irá igualar a pior seca de títulos pós 1977, quando ficou num jejum de 23 anos sem levantar uma taça.

A Sul-americana era o último refúgio do Corinthians para ganhar algum título na temporada, uma vez que o Campeonato Brasileiro a luta é para não ser rebaixado.

Com isso, a próxima chance ficou para o Campeonato Paulista de 2024, que provavelmente terá suas finais em abril, onde o Corinthians completará, cinco anos sem dar uma volta olímpica.

Os maiores jejuns de títulos do Corinthians:

4.218 dias (1966 a 1977)
4.067 dias (1955 a 1966)
3.062 dias (1941 a 1950)
2.527 dias (1930 a 1937)
2.254 dias (1916 a 1922)
1.691 dias (1983 a 1988)
1.627 dias (2019 a atual)

O último título corinthiano foi em 2019, quando conquistou o tricampeonato paulista contra o São Paulo. De lá pra cá, foram 20 campeonatos disputados e dois vices: Palmeiras no Paulistão de 2020 e Flamengo na Copa do Brasil de 2022.

O último jejum corinthiano pós 77 havia acontecido entre 83 e 88. Quando sob a Democracia Corinthians venceu o Bicampeonato Paulista de 82-83. Já com outra geração, o Timão veio a vencer o Paulistão de 88, contra o Guarani. Depois, foram mais de 27 títulos em 34 anos, com uma média de uma taça por temporada.

A seca vem de encontro a péssima gestão de Duílio Monteiro Alves. O cartola será primeiro presidente a terminar um mandato sem títulos em 36 anos. A última vez que um mandatário do clube paulista terminou a sua gestão sem ser campeão foi entre 1985 e 1987, com Roberto Pasqua.