Elenco do Náutico faz ameaça de greve e diretoria corre para pagar atrasados

Jogadores estão com três meses de salários atrasados e quatro sem receber direitos de imagens

Elenco do Náutico fez ameaça de greve e, agora, a diretoria corre contra o tempo para quitar parte dos vencimentos atrasados até sexta-feira para encarar Ponte Preta.

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Recife, PE, 26 (AFI) – Apenas cumprindo tabela no Campeonato Brasileiro da Série B, o Náutico vive um verdadeiro inferno astral. Nesta terça-feira, o treino do Timbu foi marcado por muita tensão. Os jogadores alvirrubros até fizeram ameaça de greve e, agora, a diretoria corre contra o tempo para quitar parte dos vencimentos atrasados até sexta-feira, conforme o prometido.

Antes dos trabalhos desta terça, o elenco teve uma tensa conversa com a diretoria, no hotel do Centro de Treinamento Wilson Campos. O grupo questionou sobre os débitos em aberto. Hoje, os jogadores estão com três meses de salários atrasados e quatro sem receber direitos de imagens. Funcionários, que recebem pouco mais de um salário mínimo, vivem situação parecida.

A cobrança contou até mesmo com ameaça de não entrar em campo contra a Ponte Preta, no sábado, na Arena Pernambuco. Depois disso, o grupo fez apenas um rachão de 20 minutos. Nesta quarta-feira, o clima foi mais ameno. Mas isso pode durar somente até sexta-feira, quando o elenco espera receber, ao menos, metade dos atrasados.

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Para cumprir a promessa, os dirigentes do Náutico correm contra o tempo. Uma das saídas citadas pelo diretor de futebol Paulo Henrique Guerra é o adiantamento de parte das cotas de TV do Pernambucano de 2015. Além disso, o clube negocia empréstimos com bancos e a empresa que administra a Arena Pernambuco.

Na última sexta-feira, quando o Náutico viajou à Natal para enfrentar o América-RN, pela 37ª rodada, o técnico Dado Cavalcanti precisou tirar dinheiro de seu próprio bolso para arcar com o jantar de todo o elenco na capital potiguar.

Em todas as viagens do Timbu, o clube repassa um valor em dinheiro para o gerente de futebol, Carlos Kila, para pagamentos de estadia, alimentação e transporte. Desta vez, entretanto, este valor não foi repassado. Na hora de pagar o restaurante em que todo o elenco e comissão técnica jantou, Kila tentou passar o seu cartão de crédito, mas ao final foi Dado Cavalcanti, que não recebeu um salário sequer desde que chegara em agosto, quem teve que fazer o pagamento de aproximadamente R$ 1,5 mil.