Elenco da Portuguesa "ignora" imprensa na volta de Joinville

Diretoria orientou os jogadores não falarem sobre o que aconteceu na última sexta-feira

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São Paulo, SP, 19 (AFI) – A delegação da Portuguesa desembarcou no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, na manhã deste sábado e quem esperava ouvir algo dos jogadores voltou para casa de mãos abanando. Isso porque ninguém do elenco falou com a imprensa sobre o que aconteceu na última sexta-feira, quando a Lusa deixou o gramado da Arena Joinville contra o Joinville, na estreia da Série B do Campeonato Brasileiro, depois de receber uma ordem judicial.

Quem não estava com a delegação no desembarque era o técnico Argel Fucks, que seguiu direto para Porto Alegre encontrar a família. A diretoria rubroverde determinou que os jogadores não falassem com a imprensa, já que o presidente Ilídio Lico dará uma entrevista coletiva neste sábado para comentar sobre a decisão tomada pelo clube na última sexta-feira, em Joinville.

Entenda o caso
Na quinta, o torcedor Renato de Britto de Azevedo obteve uma liminar que colocava a Portuguesa novamente na elite do Brasileirão, mas mesmo assim o time decidiu entrar em campo contra o Joinville. Azevedo ameaçou, então, entrar com uma queixa crime contra a diretoria rubroverde, que achou melhor tirar o time de campo. Assim, aos 16 minutos do primeiro tempo, Argel e jogadores se dirigiram para o vestiário, irritando os torcedores presentes na Arena Joinville.

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De acordo com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), apenas o presidente José Maria Marin ou o departamento jurídico da entidade é que podem receber a liminar, o que não aconteceu. Além disso, a CBF argumenta que a liminar não é válida, já que ela foi emitida por uma instância em São Paulo. Na semana passada, a entidade obteve decisão favorável no Superior Tribunal de Justiça (STJ) segundo a qual todas as determinações relativas ao caso da Portuguesa devem ser julgadas pela 2ª Vara Cível da Barra da Tijuca, do Rio de Janeiro.

Para a CBF, o desrespeito à decisão do STJ pode causas punições jurídicas ao clube paulista. “O ato desse juízo confirma grave desrespeito ao STJ e é muito sério. Seus responsáveis terão de reparar os vultuosos danos causados. Quanto à Portuguesa, que abandonou o campo, caberá ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva julgar o mérito”, informou a entidade.

As eventuais sanções na esfera esportiva foram listadas pelo procurador do STJD, Paulo Schmitt, ainda na noite de sexta. “São três artigos distintos (abandono, W.O. e interrupção). As penas vão desde multa, perda de pontos da partida e até a exclusão da competição. Pelas esferas internacionais podem ocorrer rebaixamento imediato ou até uma eliminação”, declarou Schmitt.