Elementar, meu caro Galvão

Durante a transmissão de Grêmio e São Paulo, na semana passada, o narrador da TV Globo, Galvão Bueno, perguntava por que um jogo de Libertadores da América tem a magia que jogos de outros campeonatos não têm. Entusiasmado, discorria ele sobre a singularidade de uma partida valendo vaga para a próxima fase do torneio, a paixão quase incontrolável do torcedor, a onda de emoção que não deixava ninguém indiferente dentro ou fora do campo… Chegou a sugerir que psicólogos ligados ao futebol realizassem um estudo para entender essa magia.

Mas é elementar, meu caro Galvão. A magia da Libertadores está nos confrontos chamados mata-mata. A partir da segunda fase, tudo se resume em vencer ou ficar pelo caminho. Ao contrário, por exemplo, do que acontece no Campeonato Brasileiro de turno e returno e pontos corridos, todas as partidas são verdadeiramente decisivas. Não é preciso nenhum estudo aprofundado para saber que o torcedor brasileiro é apaixonado por jogos eliminatórios, semi-finais e finais.

É claro que o Galvão não podia dar sua opinião tratando abertamente do assunto. Afinal, já faz algum tempo que a emissora onde ele trabalha compra os direitos de transmissão do campeonato nacional e trata os jogos como parte da sua grade de programação. Assim, é preciso ter sempre um jogo na noite da quarta-feira e outro na tarde do domingo. É por isso que o Brasileirão ficou assim tão cumprido e modorrento.

Graças à Deus temos a Libertadores, a Copa do Brasil e agora também o Campeonato Paulista com jogos decisivos, semi-finais e finais, bem ao gosto do torcedor brasileiro. Afinal, o sistema de pontos corridos pode até ser o mais justo e que premia o mais regular mas, inegavelmente, é uma chatice sem fim.

Diz aí, parceiro
O União Agrícola Barbarense está em vias de celebrar um novo contrato de parceria para o seu futebol. O alvinegro entraria com o patrimônio (estádio e direitos federativos, por exemplo) e os parceiros fariam os investimentos necessários e arcariam com as despesas de manutenção do time profissional e das categorias de base. O rascunho do contrato está nas mãos do presidente Reinaldo Brugnerotto “Italiano” e os trabalhos podem começar já na Copa Federação.

Como cachorro mordido por cobra tem medo até de lingüiça, o presidente vem tratando do assunto com muita reserva. Mas é bom ele conseguir o maior respaldo possível da coletividade unionista. Conselheiros, associados, torcedores, patrocinadores e a crônica esportiva precisam e devem ser informados sobre os itens mais importantes desse negócio. Se não for assim, logo surge a turma do contra que praticamente não ajuda em nada, mas serve para atrapalhar quem dá duro.

Mural da Bola
Os novos parceiros do União pretendem trabalhar com jogadores de até 24 anos no time profissional. Acima dessa idade, só se o técnico apresentar uma justificativa bem convincente.

O técnico Jenildo Cavalcante ficou bem animado com o que ouviu dos empresários que estão finalizando as negociações para celebrar uma nova parceria com o União. O objetivo é voltar o mais rápido possível para a 1ª divisão.

“Tenho Dito”
“Eles querem fazer um trabalho para subir e é sempre melhor trabalhar num clube que vai investir para alcançar seus objetivos.” Jenildo Cavalcante, técnico que está acertando sua permanência no comando do futebol do União Barbarense.

Fl. 01/02
Troféu Apagão
Para a Federação Paulista de Futebol que, mais uma vez, vai aceitar times “B” na Copa Federação. Essa competição só deveria permitir a participação de clubes que não estão disputando o Campeonato Brasileiro. Para isso ela foi idealizada.

Troféu Gol de Placa
Para o Santos de tanta gente. O Peixe impôs a sua posição de time grande e acabou com a banca do São Caetano na final do Campeonato Paulista de Futebol. De quebra, avançou na Copa Libertadores da América onde agora é o único representante paulista.