Eficiência na marcação e contundência nos contra-ataques; assim a Macaca venceu

Gilson Kleina soube explorar falhas do Mogi Mirim

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No conjunto de atribuições para se tentar ganhar uma partida de futebol passa-se necessariamente por uma correta leitura do esquema tático do adversário e sabedoria para aplicar o antídoto. Pois o técnico Gilson Kleina, da Ponte Preta, soube como frear o ímpeto do mandante Mogi Mirim com eficiente marcação e explorar contundentes contra-ataques para definir a vitória por 3 a 1 neste domingo, pelo Paulistão.

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É compreensível a Ponte Preta não ter feito uma partida de visibilidade técnica diante do Mogi, pois ainda está em fase de ajuste e o adversário ‘voa’ em campo.

No Mogi, o técnico Guto Ferreira libera os laterais Edson Ratinho e João Paulo para incondicional apoio ao ataque – até simultaneamente – e os volantes Baraka e Val também encostam nos meias Fernandinho e Felipe.

A Ponte defendia como podia. Dava chutão e tentava tirar a bola que rondava a sua área. O Mogi, marcando pressão a partir da intermediária defensiva pontepretana, retomava a bola e insistia no ataque.

SUFOCO

Nos primeiros 15 minutos o Mogi foi um rolo compressor e o gol esteve na iminência de sair. Passado o susto, a Ponte conseguiu se distribuir melhor em campo, principalmente pelo lado direito.

E o meia Renato Cajá, que havia percebido o buraco entre às costas dos volantes e os zagueiros do Mogi, tratou de enfiar uma bola longa para a corrida de Rodrigo Pimpão, que em vez de fazer o gol preferiu servir Willian Magrão, que acompanhava o lance, para a conclusão.

O segundo gol da Ponte, do também volante João Paulo Silva, saiu em circunstâncias semelhantes, com a defesa mogimiriana de mano com o jogador pontepretano.

Apesar da desvantagem, o Mogi não desanimou. Criou jogadas com o rápido Edson Ratinho, que exigiu vigilância permanente do lateral-esquerdo Uendel, preso quase que todo o jogo à marcação.

E a insistência do Mogi foi recompensada com o gol de falta do lateral João Paulo ainda no primeiro tempo, sem chances para o goleiro Lauro.

Claro que o Mogi voltaria para o segundo tempo com o conceito do ‘tudo ou nada’. Continuou ‘martelando’ e a Ponte manifestando a mesma disciplina tática defensiva, fato que exigiu bom trabalho de destruição de jogadores como Guilherme, Ferron, Giam, João Paulo Silva, Xaves e Willian Magrão. Na bola área, em cobranças de faltas e escanteios, até Leandrão se transformou em zagueiro. Renato Cajá ajudou na marcação e mostrou lucidez com a bola nos pés.

Evidente que ao desguarnecer a sua ‘cozinha’ o Mogi correria outros riscos em contra-ataques. Dito e feito. Num dos raros lances de lucidez de Enrico – que havia entrado no time da Ponte – o goleiro Anderson do Mogi cometeu pênalti, que Cajá converteu.

Calma. Nem tudo é elogio na Ponte. Embora tenham participado de lances de gols, Pimpão e Enrico precisam render mais, melhorar o entrosamento com os novos companheiros.

CICINHO

O time da Ponte teve perda com a troca de Magrão por Cicinho. Com a substituição, Guilherme foi jogar por dentro e continuou com bom desempenho. O problema é que Cicinho não entrou bem na partida. Não deu continuidade à dinâmica de Guilherme na transição da defesa ao ataque, como também faltou mais eficiência na marcação.

Do Mogi Mirim esperava-se mais do meia Felipe, apesar da forte marcação recebida. De nada adianta o volante Val se aventurar ao ataque se não calibrar o pé, pois erra seguidamente nas finalizações. Já o atacante Hernane é muito fominha.

No mais, é um time bem treinado por Guto Ferreira e a tendência é de boa campanha neste Paulistão.