Eduardo Baptista 'esquece' Palmeiras e só reforça necessidade da Ponte Preta pontuar

Baptista dirigiu o Verdão no Paulistão e na Libertadores, deixando o clube com um aproveitamento alto, de 71% em 21 jogos.

Baptista dirigiu o Verdão no Paulistão e na Libertadores, deixando o clube com um aproveitamento alto, de 71% em 21 jogos.

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Campinas, SP, 18 (AFI) – Aos 46 anos, o técnico Eduardo Baptista, da Ponte Preta, vai enfrentar seu ex-clube, o Palmeiras, pela primeira vez desde que deixou o time da capital. Mas na entrevista coletiva realizada logo após os treinamentos da manhã, ele evitou as ‘provocações’ da imprensa sobre palavras como revanche, ressentimento ou mágoa.

O confronto acontece nesta quinta-feira à noite no Pacaembu pela 29.ª rodada do Campeonato Brasileiro.

“Para mim é um jogo importante, como todos estes que restam na competição. Meu único desejo é pontuar, porque estamos numa missão difícil de manter o time na elite para o ano que vem” – afirmou categoricamente, sem usar nenhuma palavra agressiva ou com referência ao adversário.

Eduardo Baptista teve 71% de aproveitamento no Palmeiras, mas agora que pontuar com a Macaca

Eduardo Baptista teve 71% de aproveitamento no Palmeiras, mas agora que pontuar com a Macaca

MAIOR DESAFIO
Contratado no final do ano passado pelo Palmeiras, Baptista dirigiu o time no Campeonato Paulista e na Copa Libertadores, deixando o clube com um aproveitamento alto, de 71% em 21 jogos. Depois participou de um plano inovador no Atlético Paranaense, mas ficou pouco tempo por discordar da filosofia de trabalho.

De família com raízes pontepretanas ele não pode negar o convite de voltar ao clube, mesmo sabendo das dificuldades enfrentadas nesta temporada.

“Era minha obrigação, tipo de convite que não se pode dizer não. Afinal, não só eu, como minha família deve muito à Ponte Preta ” – explicou. e confirmou ser este o maior desafio de sua carreira como técnico.

CONHECER O ADVERSÁRIO
A única coisa que o técnico campineiro admitiu é conhecer as características de alguns jogadores “como todo sabe dentro do Brasileiro, onde a gente vê os jogos na televisão a todo momento”.

A receita para pontuar também está na ponta da língua, já batida insistentemente na cabeça dos jogadores nos treinos da semana.

“Para roubar ponto de um grande time como o Palmeiras, que tem jogadores de alta qualidade, é necessário fazer um grande jogo. É manter a concentração na marcação e ter personalidade com a bola nos pés”.

Nelsinho: 15 anos de Japão, um recorde

Nelsinho: 15 anos de Japão, um recorde

PAI NO JAPÃO
Nelsinho Baptista, pai do atual técnico da Ponte Preta, continua no Japão. Depois de nove anos seguidos e bater o recorde de 15 anos de um brasileiro trabalhando como técnico naquele país, ele está de folga.

Deixou o Vissel Kobe em setembro e agora aproveita para descansar. Até o momento ele não decidiu se vai continuar no Japão ou retornar ao Brasil.

“Existem algumas possibilidades, mas quero estudar com calma. Minha prioridade é minha família” – explicou Nelsinho, que é nascido em Campinas.

LEVIR A CAMINHO
Ainda no Japão, só há outro brasileiro na Primeira Divisão – J-League. É Wagner Lopes que dirige o Albirex Niigata, lanterna da competição e virtualmente rebaixado.

Por outro lado, Levir Culpi, técnico do Santos já acertou detalhes para dirigir em 2018 o Gamba Osaka. O contrato deve ser assinado até o fim deste mês, conforme divulgado com exclusividade pelo Portal FUTEBOL INTERIOR.