Edmílson de Jesus é obrigado a escalar sobrinho de Roberto Graziano para não perder o emprego no Primavera

Giancarlo é muito vaiado pelos torcedores, mas entra como titular em todas as partidas por exigência de Osvaldo Betti

Um fato hilariante aconteceu uma hora antes do jogo entre Primavera e Votuporanguense, neste sábado, em Indaiatuba, pela 8ª rodada do Campeonato Paulista da A3.

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Indaiatuba, SP, 04 (AFI) – Um fato hilariante aconteceu uma hora antes do jogo entre Primavera e Votuporanguense, neste sábado, em Indaiatuba, pela 8ª rodada do Campeonato Paulista da A3. O treinador Edmilson de Jesus escalou o time da casa sem o meia Giancarlo e foi contestado pelo presidente Osvaldo Betti.

Giancarlo é sobrinho de Roberto Graziano, dono do Grupo Magnum, que mantém negócios no Guarani e que “comprou” o Primavera. A situação era simples: ou Edmilson colocaria o meia para jogar, ou seria demitido imediatamente, sequer dirigindo o time no jogo conta o Votuporanguense.

Edmílson de Jesus foi obrigado a escalar Giancarlo, sobrinho de Roberto Graziano

Edmílson de Jesus foi obrigado a escalar Giancarlo, sobrinho de Roberto Graziano

Acuado e com medo de perder o emprego, o treinador escalou o sobrinho de Roberto Graziano. A situação foi constrangedora, já que a ordem de Nenê Brito, como é conhecido o presidente do Primavera, foi na frente de outras pessoas.

Em entrevista ao Futebol Interior, presidente tentou negar os fatos. “Não teve discussão nenhuma, eu sou amigo do Edmilson, ele está fazendo um grande trabalho. Terminou o jogo eu fui embora do estádio, não obriguei ninguém a nada. Eu fazia essas coisas no passado, na época do Beto Zini”, afirmou.

Giancarlo Antony Graziano tem 20 anos e somente está inscrito em um time profissional em razão da fortuna do tio. O meia vem sendo titular em todos as partidas e jogando mal, sendo muito vaiado e contestado pela torcida do Primavera.

Cientes que o jogador é escalado somente por ser sobrinho do dono da Magnum, o momento de maior euforia do torcedor do Primavera no jogo de sábado não foi o gol. Aos 15 minutos do segundo tempo quando Giancarlo foi substituído por Bruno Sacomani e todos aplaudiram.

O técnico Edmilson de Jesus também foi procurado durante todo o dia pelo seu celular, mas não atendeu às ligações

Presidente do Primavera é condenado judicialmente por “roubar” jogador famoso
O presidente do Primavera, Osvaldo Betti, entrou para o futebol como motorista do ex-presidente do Guarani, Beto Zini (1988/1999). Depois, passou a representar jogadores como empresário. Na condição de procurador do ex-atacante Ailton Queixada, que jogou no Bugre e marcou época no futebol alemão, Osvaldo apropriou-se do patrimônio do jogador e acabou condenado pela Justiça de Campinas (Processo 0054873-21.2008.8.26.0014).

Nenê Brito teria discutido com o treinador

Nenê Brito teria discutido com o treinador

Nenê Brito apresentou recurso e o Tribunal de Justiça confirmou que Osvaldo apropriou-se indevidamente de bens e dinheiro de Ailton Gonçalves da Silva. Ligado ao empresário Roberto, dono do Grupo Magnum, o cartola virou presidente do Primavera após investimentos de Graziano no clube de Indaiatuba.

Osvaldo Brito também fez a “ponte” para que o Grupo Magnum entrasse no Guarani. Depois de arrematar em um leilão o estádio Brinco de Ouro por módicos R$ 44 milhões, a Justiça do Trabalho de Campinas começou a investigá-lo, que passou a responder os processos trabalhistas junto com o Bugre.

Com o leilão anulado, o dinheiro dado foi bloqueado por suspeita que Roberto Graziano e o Grupo Magnum estivessem fraudando o Guarani e agindo com desonestidade. Agora o estádio Brinco de Ouro está em um pregão online até o dia 18, avaliado em R$ 126 milhões.

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Recentemente, Osvaldo Betti notificou o Futebol Interior para que não publicasse que ele havia sido judicialmente condenado por ter “roubado” o ex-jogador Ailton Queixada. Mas a advogada do dublê de presidente de clube e empresário de jogadores, simplesmente usou leis já revogadas em sua peça extra-judicial encaminhada ao Portal Futebol Interior.

Andréa Aparecida Barbi, na qualidade de advogado Nenê Brito, notificou o Futebol Interior em setembro de 2014, tendo como base de sustentação jurídica a Lei 5.250/67. Porém, esta norma citada está revogada desde maio de 2009, ou seja, quando a notificação chegou ao Futebol Interior já fazia cinco anos que a lei não existia mais.