E agora, Fiel? Série B vai testar a paixão corintiana
Campinas, SP, 03 (AFI) – Segunda-feira, um dia depois da tragédia no Olímpico. O torcedor do Corinthians tem que começar a se acostumar com essa palavra: segunda. No próximo ano, o time do Parque São Jorge, quatro vezes campeão Brasileiro (1990, 1998, 1999 e 2005) vai disputar, ao lado de outros 19 clubes, a Série B e tentar voltar com dignidade à elite, assim como fizeram outros campeões nacionais.
A Fiel já prometeu, através do coro “Nunca vou te abandonar, porque te amo, Corinthians”, que continuará apoiando a equipe, mesmo na Segundona. No entanto, a torcida falou isso no calor da emoção, sem saber o que terá de enfrentar para cumprir tal promessa. As barreiras são muitas e fica no ar a pergunta: Será que a idéia será a mesma após os torcedores terem ciência das dificuldades? Durante os 19 jogos fora de casa na Série B, 22.800km serão percorridos, por três regiões do Brasil, com mais de 34 horas de viagem, entre ônibus e aviões. Haja MP3!!!
Só para o Nordeste, serão seis viagens: duas para Fortaleza, duas para Natal, uma para Salvador e outra para Maceió, capitais de Ceará, Rio Grande do Norte, Bahia e Alagoas. Para o primeiro destino, onde enfrentará Fortaleza e Ceará, são 3.135km e três horas de vôo. Em Natal, ABC e América estarão esperando o antes Todo Poderoso, depois de percorrer 2.956km e atravessar o país.
Salvador também está na rota da delegação (não sabe se dos corintianos): é o Bahia, que, assim como o ABC, subiu da Série C. O CRB aguarda a visita do Timão (?) em Maceió. Com tantos compromissos, não sobrará nem tempo de Vampeta desfrutar das belas praias nordestinas…
A única região que não vai ter a honra de receber a delegação do Corinthians será o Norte. Com o rebaixamento do Remo para a Série C e a permanência do Paysandu nessa divisão, a região ficou sem nenhum representante na Segundona. Quem sabe o reencontro possa vir em 2009? Mas os adversários mais perigosos do Corinthians estão mais pertos do que a Fiel imagina.
Os times paulistas sempre sonharam com a chance de enfrentar o Corinthians por uma divisão de nível nacional, e se não conseguiram realizar tal desejo por competência própria, acabaram premiados com a incompetência alheia. Ponte Preta, Bragantino e Marília, no interior, e São Caetano, Santo André e Barueri, no Grande ABC, já avisaram suas torcidas: ano que vem tem Corinthians.
Para Campinas e Bragança Paulista, sedes de Ponte e Bragantino, serão somente 100km de viagem para cada destino. O ABC fica do lado da capital, mas o congestionamento aumenta o tempo de viagem e a ansiedade. Marília será o grande empecilho do Timão. São 450 km de distância, e mais de quatro horas de viagem.
As grandes distâncias voltam a atormentar quando se fala dos times do Centro-Oeste: Brasiliense e Gama, em Brasília, e Vila Nova, em Goiânia. A capital federativa fica a 1.029 km de distância. Goiânia é mais perto, mas a distância não é menor que 800 km. E o torcedor também terá a chance de voltar ao Sul, palco da queda corintiana.
Paraná, em Curitiba, Juventude, no Rio Grande do Sul, e Avaí e Criciúma, em Santa Catarina, serão os adversários dessa região, para onde toda a locomoção deve ser feita de avião. Mas isso não é sinal de felicidade. O aeroporto de Criciúma não aceita vôos diretos de São Paulo. Se não quiserem fretar um avião, os paulistas terão de fazer uma escala em Florianópolis, e percorrer mais de 180 km de ônibus. E aí, Fiel, vai encarar?





































































































































