Dupla campeã brasileira pelo Guarani, Careca e Zenon falam sobre o Dérbi
Ídolos da geração que conquistou o país em 1978 contam detalhes de clássicos marcantes e lamentam torcida única no Brinco
Ídolos da geração que conquistou o país em 1978 contam detalhes de clássicos marcantes e lamentam torcida única no Brinco
Campinas, SP, 04 (AFI) – Cada clássico tem sua própria história e acaba marcando cada jogador de uma forma diferente. Prova disso é que o craque Zenon e o centroavante Careca, ídolos da torcida do Guarani e campeões do Brasil em 1978, citaram Dérbis distintos como os mais inesquecíveis que disputaram ao longo das vitoriosas carreiras.
Zenon escolheu o encontro de 3 de junho de 1979, válido pelo terceiro turno do Campeonato Paulista de 1978. Na ocasião, os 38.948 torcedores foram ao Pacaembu acompanhar a partida que ficou marcada pelo maior público da história do confronto.
“O Pacaembu estava lotado. O futebol de Campinas foi para capital de São Paulo para mostrar porque a cidade de Campinas era chamada de Capital do Futebol. Dentro de campo, houve superação do Guarani, tivemos jogador expulso, joguei como primeiro cabeça de área, mostrei um outro lado que as pessoas não conheciam, mostrei que era mais defensor do que atacante, porque achavam que eu era mais atacante”, contou.
Por outro lado, Careca rememorou o Dérbi do primeiro turno do Campeonato Brasileiro de 1978, que acabou 2 a 1 para o Bugre e foi realizado no Brinco de Ouro, em 23 de abril, ocasião em que disputou seu primeiro clássico.
“Aquele foi um dos meus primeiros jogos na carreira. Mas, sem sombra de dúvidas, é o mais importante, fiz dois gols, mas, até então, não era titular absoluto, eu e o Adriano revezávamos. Depois disso, o Carlos Alberto Silva me manteve entre os titulares, foi onde tudo que começou. Caí nas graças de todo mundo, torcida, elenco, diretoria. Era moleque ainda, então, foi muito especial, um enorme presente”, afirmou Careca.
TRISTEZA E APOSTA!
Apesar de divergirem com relação ao Dérbi inesquecível, ambos concordaram ao serem questionados sobre a torcida única, medida imposta pelo Ministério Público. Careca ainda palpitou que o Bugre vencerá a Ponte Preta.
“Não tenha dúvidas que há tristeza por ser torcida única, o rival faz falta, assim como também faz falta bandeira. Na minha época, sempre lotava o setor visitante, mas era uma rivalidade com música e tiração de sarro na arquibancada. Com uma torcida só, o clima fica frio, perde um pouco da magia. Apostaria em um jogo pegado, mas com uma vitória de 2 a 1 do Guarani”, disse.
Zenon foi mais cauteloso que o atacante e preferiu não apostar em um resultado, apesar de acreditar que o time mandante tem um ligeiro favoritismo.
“Se eu sou jogador, eu não gostaria de ver torcida única, porque o que te motiva dentro de campo são os torcedores dos dois lados. Mas, hoje em dia, é necessário devido ao alto número de pessoas que são muito agressivas. É um dos maiores clássicos do país em termos de rivalidade, um dos principais. Os times chegam iguais, no mesmo nível, em pé de igualdade, é verdade que o Guarani leva vantagem por jogar em casa sem torcida visitante. Muito difícil, não tem prognóstico de quem vai vencer”, afirmou.

CIDADE PARA!
Para completar, Careca falou sobre como o Dérbi mexe com todos os envolvidos.
“Não tenha dúvidas, com certeza, a rivalidade continua apesar dos cinco anos sem acontecer o jogo. O Dérbi aquece tudo, cidade, torcida e até o jornalismo, são muitas histórias, é muita rivalidade. Vejo como um dos principais clássicos do país, é diferente em comparação aos times da Capital porque são só dois na cidade, tem um maior significado”, concluiu o autor do gol que garantiu o título bugrino de 1978.





































































































































