Drogas, tráfico e baladas: as confusões mais marcantes da turbulenta vida extracampo de Adriano

As várias confusões envolvendo festas, bebidas, mulheres, tráfico e amizades com traficantes podem ter sido um dos motivos de Adriano nunca mais ter defendido um grande clube

Craque indiscutível dentro de campo, o atacante Adriano, viu sua carreira ficar em segundo plano pela turbulenta vida extracampo regada a muitas festas, armas, baile funks

0002050041069 img

Campinas, SP, 05 (AFI) – Craque indiscutível dentro de campo, o atacante Adriano, que ganhou o apelido de “Imperador” pelas grandes atuações com a camisa da Internazionale de Milão, viu sua carreira ficar em segundo plano pela turbulenta vida extracampo regada a muitas festas, armas, baile funks e, mais recentemente, denúncias por tráfico de drogas.

Na última terça-feira o atacante foi denunciado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro por tráfico de drogas e associação ao tráfico que, juntos, preveem 25 anos de reclusão. Além dessas duas acusações, o atacante também pode responder por falsificação de documentos

Diante desse cenário, o Portal FI resolveu compilar os fatos mais marcantes da turbulenta e polêmica vida extracampo do atacante, que envolve festas, mulheres, drogas, briga contra a balança, armas e amizades com traficantes, o que atrapalhou o Imperador no desempenho dentro de campo pelos clubes que passou.

2009 – Sumiço repentino e primeira das “aposentadorias”

Adriano em 2006, quando já rolavam festas com muitas mulheres e bebidas

Adriano em 2006, quando já rolavam festas com muitas mulheres e bebidas

A primeira das “aposentadorias” anunciadas por Adriano foi em 2009, quando o atacante, que defendia a Inter de Milão na época, ficou desaparecido por três dias e, quando apareceu, anunciou em entrevista coletiva que iria encerrar sua carreira aos 27 anos por problemas pessoais. Um mês depois ele assinou com o Flamengo, clube pelo qual foi campeão brasileiro e artilheiro.

2010 – Baile Funk e barraco de ex-noiva

Em 2009, Adriano rendeu dentro de campo e comandou o Flamengo no título brasileiro. Mas, no ano seguinte, o ex-rubro negro apareceu mais pelas polêmicas do que pelos gols. No início da temporada, o jogador teve de lidar com um barraco armado pela sua então noiva, Joana Machado, por ter ido a um baile funk com seus companheiros de clube. Descontrolada, Joana chegou até a atirar pedras nos carros dos jogadores.

Adriano ao lado de traficante com fuzil na mão

Adriano ao lado de traficante com fuzil na mão

2010 – Ligação com o tráfico

Os primeiros episódios envolvendo Adriano e o tráfico de drogas vieram à tona no mesmo ano do barraco da ex-noiva Joana Machado. À época, a polícia descobriu uma doação de R$ 60 mil ao traficante FB. O jogador alegou que alguém teria feito a transação com o cartão de crédito dele, mas sem sua autorização. No mesmo período, também surgiram fotos dele fazendo um símbolo de facção criminosa e segurando um fuzil, que ele alegou não ser de verdade.

2011 – Lei Seca

No ano seguinte, quando defendia a Roma, um caso clássico de bebedeira: aparentemente embriagado depois de sair de uma balada, Adriano foi parado em uma blitz da Lei Seca no Rio de Janeiro, mas se recusou a fazer o teste do bafômetro e teve de pagar multa de R$ 957.

Adriano no palco em baile funk

Adriano no palco em baile funk

2011 – Estudante baleada

No final de 2011, quando defendia o Corinthians, talvez tenha acontecido o caso mais grave da polêmica vida extracampo de Adriano. Véspera de Natal, o atacante estava dentro de um carro com uma estudante e um tiro, acidentalmente, é disparado contra a menina. Apesar de nenhuma confirmação até hoje, o ex-jogador do Timão teria sido o responsável pelo disparo. Adriano pagou uma indenização e o caso foi encerrado.

2014 – Show da Anitta em vez de reapresentação

Após ter sido eliminado com o Atlético-PR – último clube que defendeu – da Libertadores, competição em que disputou apenas um jogo, em vez de reapresentar, o jogador preferiu ir a um show da cantora Anitta e faltou a duas sessões de treinamento, o que motivou a rescisão do contrato do atacante com o clube.

2014 – Tráfico de drogas

A última polêmica envolvendo o nome de Adriano aconteceu nesta terça, quando o Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou o jogador por tráfico de drogas e associação ao tráfico. A investigação da polícia mostrou que Adriano adquiriu uma moto de 600 cilindradas, em 2007, para o traficante Paulo Rogério de Souza Paz, o “Mica”, da Vila Cruzeiro, comunidade onde o jogador nasceu e frequenta até hoje. O veículo, avaliado em R$ 35 mil, foi registrado no nome da mãe do traficante. Na denúncia da promotoria não consta a necessidade de prisão do jogador, mas pede que o passaporte do jogador seja recolhido para que ele tenha a possibilidade de sair do país,