Douglas Santos revela estratégia de Ancelotti na Copa do Mundo

Douglas Santos atuou de forma mais contida na primeira etapa para compensar as subidas de Ibañez pelo outro lado

Douglas Santos revelou que o comandante adotou o mistério e só comunicou os onze titulares poucas horas antes de a bola rolar

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Douglas Santos, lateral da seleção brasileira - Foto: Rafael Ribeiro / CBF

Campinas, SP, 16 (AFI) – A surpreendente escalação da Seleção Brasileira na estreia da Copa do Mundo de 2026 ainda rende desdobramentos nos bastidores. O lateral-esquerdo Douglas Santos revelou que o comandante Carlo Ancelotti adotou o mistério como estratégia e só comunicou os onze titulares que enfrentariam o Marrocos poucas horas antes de a bola rolar, quando o grupo se organizava para deixar o hotel rumo ao estádio.

A escolha do jogador do Zenit, da Rússia, de 32 anos, que iniciou o confronto na vaga do então favorito Alex Sandro, foi uma das muitas modificações promovidas pelo técnico italiano de última hora.

No empate por 1 a 1 no sábado (13), a lateral direita contou com o zagueiro Ibañez improvisado no lugar de Danilo, enquanto o setor ofensivo teve a entrada de Igor Thiago na vaga de Matheus Cunha, mantendo Lucas Paquetá centralizado junto a Casemiro e Bruno Guimarães.

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ESTILO EUROPEU BLINDA CONCENTRAÇÃO

Embora a atuação coletiva da Amarelinha tenha recebido duras críticas dos analistas esportivos, especialmente pela apatia tática apresentada ao longo do primeiro tempo, Douglas Santos fez questão de respaldar a metodologia de trabalho implementada por Ancelotti, destacando que a postura do treinador mantém todos os atletas em nível máximo de alerta.

“Eu já tive muitos treinadores na Europa, e eles normalmente não passavam a escalação durante a semana ou alguns dias antes do jogo, para que todos estivessem preparados. O mister [Carlo Ancelotti] fez isso com a gente. Ele mostrou a equipe antes de sairmos para o estádio”, explicou o lateral.

O ala esquerdo também assegurou que o anúncio tardio não serviu como muleta para o tropeço em campo:

“Isso não interferiu no nosso desempenho. Todos estavam preparados e focados, e isso dá a todos a oportunidade de chegar preparados para os jogos. Perder a concentração [ao saber que não jogará] pode custar caro”, completou.

AUTOCRÍTICA E AJUSTES TÁTICOS

Conhecido no futebol europeu por sua vocação ofensiva, Douglas Santos atuou de forma mais contida na primeira etapa para compensar as subidas de Ibañez pelo outro lado. O panorama tático da equipe só melhorou no segundo tempo, quando a entrada de Danilo restabeleceu o equilíbrio defensivo e deu liberdade para o jogador do Zenit apoiar o ataque.

O lateral reconheceu o futebol abaixo das expectativas na estreia do Mundial, mas reiterou o compromisso do grupo em evoluir taticamente para buscar a liderança da chave:

“Sabemos que poderíamos ter jogado melhor, ter sido mais intensos desde o início e dominado mais os espaços em campo. Em alguns momentos, deixamos a desejar, mas a entrega e a vontade nunca vão faltar, ainda mais vestindo a camisa da Seleção. Talvez tenha faltado um pouco mais de qualidade em alguns aspectos”, analisou o experiente defensor.

Focado na reabilitação do Brasil no torneio, o atleta projetou seu crescimento individual na Amarelinha:

“Tenho crescido defensivamente e quero desfrutar desse momento. Todos sabem das minhas características, e venho me dedicando ao máximo para sempre entregar o meu melhor, defendendo bem e também sendo uma surpresa no ataque”, concluiu.

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