CBF fecha treinos da Seleção após tropeço na estreia da Copa

A expectativa é que o ambiente na Seleção Brasileira recupere a sua rotina tradicional a partir desta quarta-feira (17)

A CBF ponderou que os atletas falaram extensamente na zona mista do estádio e que, por não haver nenhum fato novo, a coletiva se tornou desnecessária

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Neymar segue se recuperando de lesão - Foto: Rafael Ribeiro / CBF

Campinas, SP, 16 (AFI) – A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) optou por aumentar o nível de blindagem ao redor da Seleção Brasileira nos Estados Unidos. Logo após o frustrante empate por 1 a 1 diante do Marrocos na rodada de abertura, a entidade modificou a rotina de comunicação e restringiu o acesso dos jornalistas às atividades comandadas pelo técnico Carlo Ancelotti no centro de treinamentos localizado em Morristown.

Na última segunda-feira (15), os profissionais de imprensa tiveram permissão para acompanhar apenas os 15 minutos iniciais dos trabalhos físicos, e, de forma inédita, nenhuma entrevista coletiva foi organizada.

Essa quebra no padrão chamou a atenção, uma vez que, desde a apresentação oficial do elenco em 27 de maio, a delegação vinha mantendo uma postura de forte abertura com a mídia.

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PRIVACIDADE FAMILIAR E PROTOCOLO RIGOROSO

Nesta terça-feira, o isolamento do plantel canarinho foi ainda maior, com a realização de uma atividade tática completamente fechada. De acordo com os regulamentos vigentes da Fifa, as comissões técnicas têm o direito de realizar um treinamento secreto entre as partidas da fase de grupos, sem a necessidade de liberar sequer os minutos iniciais para captação de imagens, dispositivo que a CBF acionou de imediato.

A justificativa de bastidores para o treino secreto envolve uma programação especial. O gramado contou com a presença dos familiares dos atletas e, na sequência, o grupo se reuniu para um almoço de confraternização no The Ridge, hotel em que a delegação está concentrada em Basking Ridge.

Segundo a assessoria de imprensa da entidade máxima do futebol brasileiro, todo esse cronograma de privacidade já havia sido planejado bem antes do tropeço contra os marroquinos.

CBF RECHAÇA CRISE

A ausência de um porta-voz do elenco após o futebol abaixo da média apresentado no último sábado gerou estranhamento nos bastidores. Contudo, a CBF ponderou que os atletas profissionais falaram extensamente na zona mista do estádio após o apito final e que, por não haver nenhum fato novo, a coletiva de segunda-feira se tornou desnecessária.

Até o momento, o planejamento de mídia do Brasil na Copa do Mundo de 2026 já contabiliza dez coletivas de imprensa em Teresópolis (RJ) e em solo americano, com 14 dos 26 convocados atendendo aos repórteres.

Nomes experientes como Casemiro, Marquinhos, Alisson e Vini Jr já falaram publicamente, além do lateral Douglas Santos, escalado para quebrar o silêncio nesta terça-feira. A entidade reforça que o protocolo da Fifa exige coletivas apenas nas vésperas e nos dias de jogos, e que o Brasil segue sendo uma das seleções mais acessíveis do torneio mundial.

CRONOGRAMA DE VOLTA À NORMALIDADE

A expectativa é que o ambiente na Seleção Brasileira recupere a sua rotina tradicional a partir desta quarta-feira (17), com o restabelecimento do treino aberto por 15 minutos e uma nova rodada de perguntas na sala de imprensa.

Na quinta-feira (18), véspera do decisivo confronto contra o Haiti, a delegação brasileira realiza o último ajuste pela manhã e viaja em seguida para a Filadélfia. Já no período da tarde, o comandante Carlo Ancelotti e um atleta a ser definido concederão a coletiva oficial oficial da Fifa nas dependências do Lincoln Financial Field, palco do segundo desafio do Brasil no Mundial.

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