Dorival retorna confiante ao São Paulo e minimiza fator seleção
Apresentação do treinador ocorre no mesmo dia da convocação da seleção brasileira para a Copa do Mundo
Técnico voltou a assinar, após 10 anos, um contrato de apenas seis meses (até o fim desta temporada), sem multa para rescisão
São Paulo, SP, 18 – Dorival Júnior chegou para iniciar a sua terceira passagem pelo São Paulo. O técnico assume o comando para tentar recuperar o time, eliminado na Copa do Brasil e vivendo sequência negativa no Campeonato Brasileiro.
A apresentação do treinador ocorre no mesmo dia da convocação da seleção brasileira para a Copa do Mundo. Dorival comandou o Brasil entre janeiro de 2024 e março de 2025 e tinha a perspectiva de ser o técnico no Mundial. Perguntado sobre a coincidência, ele demonstrou gratidão pelo trabalho, mas preferiu destacar os desempenhos nos clubes.
FALA, PROFESSOR
“Eu acho que esse (consolidar reputação) é o principal objetivo de um treinador. Às vezes, as pessoas falam que são conquistas. Eu nunca vejo por esse lado. São consequências de trabalho, as conquistas. O principal é você deixar algum legado dentro dos seus clubes. Isso acaba provocando uma situação muito positiva nesse grupo de trabalho que eu tenho. Conseguimos entregar e deixar um legado nos clubes, o que acaba provocando um possível retorno. Eu estou muito animado, muito confiante e vou tentar fazer o meu melhor aqui dentro mais uma vez”, completou.
“A gente recorda da última passagem (pelo São Paulo), que foi a que me deu oportunidade de estar na seleção”, disse, relembrando também os trabalhos de 2017 e 2023.
“Sou da época em que o mais importante para qualquer profissional do futebol era ser chamado a servir ao País. Acredito que tenha ficado um sentimento de agradecimento e, nesse período fora do clube, mesmo numa equipe coirmã, eu percebia o carinho do torcedor são-paulino. É um prazer voltar pela terceira vez”, comentou.
MAIS DETALHES
Dorival é o terceiro treinador do clube na temporada. A equipe iniciou o ano com Hernán Crespo, que acabou demitido por divergências com o departamento de futebol. Roger Machado foi contratado para o lugar do argentino. Desde o começo, porém, ele foi contestado pela torcida.
O técnico voltou a assinar, após 10 anos, um contrato de apenas seis meses (até o fim desta temporada), sem multa para rescisão. Ele também acertou um salário menor em relação ao que recebia no Corinthians, seu último trabalho.
Dorival tem a missão de apaziguar o ambiente no CT. Institucionalmente, o São Paulo também vive desafios, no ano que começou com a renúncia do ex-presidente Júlio Casares. O clube é centro de investigações por supostos crimes de corrupção privada.
“Peço um pouco de equilíbrio. Pedir ao torcedor que volte à sua casa, volte a acreditar. Nosso time manteve no Campeonato (Brasileiro) uma postura sempre muito competitiva, construída pelo Crespo e pelo Roger. Buscamos, pelo menos, manter a posição. Precisamos de uma reação rápida, uma percepção de que precisamos de algo mais”, projetou Dorival.
RUI COSTA ADMITE QUE DEMISSÃO DE CRESPO ‘PODERIA TER SIDO OUTRO MOMENTO’
O São Paulo tem sofrido com baixas por lesões, principalmente na defesa. O time não tem contado com Alan Franco e Rafael Tolói. Foi especulada a reintegração de Arboleda, a partir da chegada de Dorival.
O executivo Rui Costa, que acompanhou o técnico na apresentação, negou. “O Arboleda está treinando separado. Permanecerá e não será reintegrado ao elenco do São Paulo”, falou. Ele foi mantido no cargo mesmo após a demissão de Roger, contratado e bancado pelo dirigente.
“A insatisfação do torcedor com meu trabalho é aceitável”, falou Rui Costa sobre as críticas. “Não tenho nenhuma dúvida de que a mudança que antecede o Roger (demissão de Crespo) foi necessária. Talvez ela pudesse ter sido feita em outro momento. Não tenho problema em admitir isso”, completou.
PRÓXIMO JOGO
A estreia de Dorival será já nesta terça-feira, pela Sul-Americana. O São Paulo recebe o Millonarios no MorumBis, pela quinta rodada da fase de grupos. O time tricolor lidera o Grupo C, com oito pontos. Os colombianos têm sete, mesma pontuação do O’Higgins, que é segundo. O Boston River, zerado, é a lanterna da chave.





































































































































