Do XV ao Vila Nova: os 31 anos que separam dois 6 a 0 sofridos pela Ponte

Goleada em Goiânia trouxe de volta a lembrança de uma noite histórica no Majestoso, quando o Nhô Quim atropelou a Macaca pelo Paulistão de 1995

Em 8 de fevereiro de 1995, o time piracicabano entrou no Moisés Lucarelli e construiu uma das vitórias mais marcantes de sua história

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Ponte Preta levou 6 a 0 do Vila Nova

Campinas, SP, 20 (AFI) – O adversário, o estádio e a competição eram diferentes, mas o placar despertou uma lembrança dolorosa. A derrota da Ponte Preta por 6 a 0 para o Vila Nova, nesta quarta-feira (19), em Goiânia, trouxe de volta uma goleada sofrida pela Macaca há 31 anos, diante do XV de Piracicaba.

Em 8 de fevereiro de 1995, o time piracicabano entrou no Moisés Lucarelli e construiu uma das vitórias mais marcantes de sua história: 6 a 0 sobre a Ponte, pela terceira rodada do Campeonato Paulista.

A goleada começou a ser desenhada aos 19 minutos, quando Cláudio Moura converteu um pênalti. Júlio César ampliou apenas dois minutos depois. Antes do intervalo, os dois voltaram a marcar, e o XV desceu para os vestiários com uma vantagem de 4 a 0.

O cenário não mudou no segundo tempo. Carlos Alberto anotou o quinto gol, enquanto Cláudio Moura apareceu novamente para completar seu “hat-trick” e fechar o placar no Majestoso.

Diferentemente da derrota para o Vila Nova, que teve seis autores de gols, o 6 a 0 de 1995 ficou concentrado em três jogadores: Cláudio Moura marcou três vezes, Júlio César fez duas e Carlos Alberto completou a goleada.

A Ponte era comandada por Jair Picerni e entrou em campo com André Dias; Gringo, César, Marcão e Paulo César; Júlio César, Dionísio, Claudinho e Ricardo Miranda; Tomy e Barrinha. O XV tinha Rubens Minelli como treinador.

A partida foi acompanhada por apenas 1.497 pagantes e ainda terminou com duas expulsões: César, da Ponte, e Andrei, do XV. O resultado colocou o time piracicabano na liderança do Paulistão naquele momento.

Apesar daquela noite histórica, a temporada terminou de maneira amarga para os dois clubes. Ponte Preta e XV de Piracicaba fizeram campanhas ruins na sequência e acabaram rebaixados à Série A2 do Campeonato Paulista.

Novo 6 a 0 em meio à crise

Trinta e um anos depois, a Ponte voltou a deixar o campo derrotada por seis gols de diferença. Janderson, André Luís e Marquinhos Gabriel marcaram no primeiro tempo para o Vila Nova. Dudu, Everton Galdino e Willian Formiga completaram o placar após o intervalo.

O revés no estádio Onésio Brasileiro Alvarenga manteve a Macaca na lanterna da Série B, com dez pontos. A equipe chegou a 17 partidas consecutivas sem vencer, com três empates e 14 derrotas no período.

O novo 6 a 0 também ocorreu no momento mais delicado da história recente do clube. Jogadores e funcionários convivem com meses de salários atrasados, enquanto a pressão política sobre a diretoria aumenta e o elenco ameaça interromper as atividades caso os pagamentos não sejam regularizados.

Separados por 31 anos, os dois placares agora ocupam o mesmo espaço na memória ponte-pretana. Se em 1995 a goleada antecipou uma temporada que terminaria em rebaixamento, em 2026 ela amplia o alerta sobre o futuro de um clube mergulhado em uma crise dentro e fora de campo.

Ficha técnica: Ponte Preta 0 x 6 XV de Piracicaba

Data: 8 de fevereiro de 1995
Competição: Campeonato Paulista — primeira fase
Local: Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas
Público: 1.497 pagantes
Renda: R$ 8.739
Árbitro: Silas Santana

Gols: Cláudio Moura, aos 19 minutos, e Júlio César, aos 21 e aos 36 minutos do primeiro tempo; Cláudio Moura, aos 38 minutos do primeiro tempo e aos 27 do segundo; Carlos Alberto, aos 9 minutos do segundo tempo.

Ponte Preta: André Dias; Gringo, César, Marcão e Paulo César; Júlio César, Dionísio, Claudinho e Ricardo Miranda (Everaldo); Tomy e Barrinha. Técnico: Jair Picerni.

XV de Piracicaba: Anselmo (Marcos); Vágner, Biluca (Alberto), Andrei e Zinho; Doriva, Alex, Carlos Alberto e Júlio César (Alexandre); Celinho e Cláudio Moura (Marcos Lange). Técnico: Rubens Minelli.

Cartões amarelos: Paulo César e Ricardo Miranda (Ponte Preta); Júlio César, Doriva e Vágner (XV de Piracicaba).

Expulsões: César (Ponte Preta) e Andrei (XV de Piracicaba).

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