Dirigentes discutem futuro do União Mogi
Mogi das Cruzes, SP, 07 (AFI) – O conturbado momento político que atravessa o União Mogi criou duas frentes em seu Conselho Deliberativo. Um grupo vem trabalhando pela saída do presidente Atílio Suarti, enquanto outro luta para mantê-lo no cargo.
Após o pedido de cassação feita por Alexandre Emílio Ribeiro, o Português, os conselheiros aguardam a defesa de Suarti, que precisa ser entregue até o próximo dia 14. Além do pedido de impeachment, os conselheiros seguem na busca por uma solução no caso Marsil, que resultou na cessão de 19 boxes do Mogi Plaza Center. O clube precisa pagar as taxas condominiais destes espaços.
O Mogi News ouviu alguns conselheiros, que apontam várias propostas para tirar o clube do atoleiro. Com opiniões divididas, todos buscam algo em comum: a solução para os problemas administrativos do União Mogi.
O vice-presidente do Conselho, Alberto Claro, disse que a solução seria colocar o CT da Vila Prata à venda e, com isso, levantar verbas para quitar as dívidas trabalhistas e eliminar as invasões. Claro se mostrou contrário ao afastamento de Suarti.
“Ele ganhou a eleição legitimamente e lhe compete buscar as soluções para esta crise que vivemos. A princípio não voto pelo afastamento, a não ser que ele não queira permanecer”, disse. Outro que se mostrou contrário ao impeachment foi José Alves, o Chibinha. Segundo ele, procurar um único culpado não ajudaria em nada neste momento.
“O Atílio herdou essa dívida de administrações anteriores e buscou uma solução com a melhor das intenções. Infelizmente, acho até que de uma forma inocente, buscou solucionar o problema sem o apoio do conselho e isto foi errado. Mas agora afastá-lo do cargo seria exagero”, comentou. Ele acredita que seria melhor aceitar os boxes para quitar as dívidas trabalhistas.
Para Caetano Griecco, a situação requer muita cautela, mas ele garante que o afastamento de Suarti não deverá acontecer.
“Temos que buscar um entendimento juntamente com o presidente. O Atílio é um sujeito muito direito e não tem nada a esconder”, ponderou.
Pela saída
Por outro lado, a omissão e a ausência nas reuniões desgastaram e muito a imagem do presidente com alguns conselheiros. Segundo Cícero Buark, o conselho aguarda a justificativa pelo pedido de afastamento e se pronunciará se é a favor ou contra a cassação.
“Particularmente não tenho nada contra o Atílio, mas a sua postura frente à direção do clube vem decepcionando muita gente”, disse. Para Laudemiro Ribeiro de Souza, o momento conturbado ocorre porque “o clube está nas mãos de um presidente omisso e ausente”.
“Convocamos reuniões e o presidente nem comparece. Acho que ele anda muito ocupado e poderia ceder o espaço a quem realmente esteja interessado em ajudar o União”, declarou.
O conselheiro Português afirma que seu pedido de cassação foi motivado por irregularidades, inclusive o acordo feito com a Construtora Marsil sem o conhecimento do Conselho Deliberativo.
“O que o Atílio fez foi um absurdo. Neste ano deu para contar as vezes que ele apareceu no clube. Precisamos de um presidente criativo, dinâmico e que apresente soluções para o caos em que o clube se encontra”, finalizar.





































































































































