Dirigente do Guarani confirma proposta de R$ 220 mi pelo Brinco e provoca Ponte Preta

Cartola alviverde alfinetou a Macaca: "Temos duas estrelas na camisa, que muitos sonham e nunca irão ter"

Grupo Sena, empresa especializada em consultoria imobiliária, está disposto a oferecer R$ 220 milhões para arrematar estádio Brinco de Ouro, do Guarani.

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Campinas, SP, 01 (AFI) – A novela que se transformou o leilão do Estádio Brinco de Ouro ganhou mais um capítulo, nesta quarta-feira. É que o Grupo Sena, empresa especializada em consultoria imobiliária, está disposto a oferecer R$ 220 milhões para arrematar a casa do Guarani. Quem confirmou a informação foi o próprio presidente do conselho fiscal do clube, o advogado Palmeron Mendes, que não perdeu a chance de provocar a rival Ponte Preta.

“Tivemos conhecimento desta proposta. São informações dadas pelo advogado do Grupo Sena, com confirmação da doutora Ana Cláudia (Torres Vianna havia, juíza titular da 6ª Vara do Trabalho de Campinas). Ontem à tarde conversei com ela. Ela confirmou que recebeu esta proposta, mas não teve tempo de analisá-la e de juntá-la aos autos”, informou, em entrevista à Rádio CBN de Campinas. “Temos muitos motivos para comemorar (aniversário do clube, que é 2 de abril), porque temos duas estrelas na camisa que não irão tirar de nós. E tem alguns que sonham, mas nunca irão conquistar”, completou.

Novela do leilão do Brinco de Ouro segue ganhando capítulos

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Por enquanto, a empresa não se pronunciou oficialmente sobre o interesse no terreno que abriga o Brinco de Ouro. Contudo, o próprio Palmeron Mendes deixou claro que o clube está muito mais propenso a aceitar esta oferta, mesmo que a juíza se mantenha firme em favor da empresa gaúcha Maxion Empreendimentos Imobiliários, que arrematou por R$ 105 milhões.

“Hoje, qualquer proposta superior a R$ 105 milhões é vantajosa para o Guarani. Do ponto de vista do Guarani, arrematação (da Maxion) é nula. Vamos entrar com o pedido de embargo e a arrematação será anulada. E uma vez anulada, a proposta (do Grupo Sena) passa a ter validade”, afirmou o dirigente, reforçando que o Bugre terá cinco dias úteis após a arrematação para oficializar o pedido de embargo.

Esta é a segunda vez que o nome do Grupo Sena é citado como um dos interessados na compra do Brinco. Antes, a proposta da empresa foi colocada para análise em assembleia de sócios junto com uma oferta da BDG. As duas propostas chegavam próximas a R$ 400 milhões, porém, não davam garantias e nem previam aporte financeiro inicial ao Guarani, e por isso foram recusadas.

MAIS DO LEILÃO
Na segunda-feira, a Justiça do Trabalho aceitou a oferta da Maxion, que se dispôs a pagar 30% do valor total à vista – algo em torno de R$ 31,5 milhões. O restante será pago em 12 parcelas de R$ 6,1 milhões. Antes do leilão, a juíza Ana Claudia Torres Vianna declarou que não aceitaria menos que R$ 126 milhões, valor mínimo imposto para que o leilão ocorresse. Porém, a Maxion foi única empresa a fazer uma oferta.

O terreno do estádio – a área tem em torno de 80 mil metros quadrados, localizado na região nobre da cidade, no bairro Jardim Proença -, está em penhorado desde 2011 por dívidas que, na época, ultrapassavam os R$ 50 milhões com a Justiça do Trabalho. Hoje, estima-se que a dívida total gira em torno de R$ 250 milhões.

No último dia 18 de março, três empresas ofertaram muito a baixo do valor mínimo estipulado pela Justiça e, por isso, a juíza Ana Claudia Torres Vianna recusou. Na época, o Grupo Magnum, parceira do Guara no início do ano, ofereceu “apenas” R$ 55 milhões, enquanto um grupo de empresários de Jaboticabal ofertou menos ainda, R$ 45 milhões. A Lances Negócios Imobiliários foi a empresa que tinha feito a maior oferta, que girava em torno de R$ 60 milhões.

Agora, a empresa Maxion Empreendimentos Imobiliários deve utilizar o terreno do Brinco de Ouro para a construção de algo adequado as necessidades de Campinas. O grupo ainda conversará com a Prefeitura para uma definição, já que a decisão tomada pela juíza Ana Claudia Torres Vianna não tem validade imediata. A diretoria do Guarani disse que irá recorrer à Justiça para que o leilão seja anulado.