Dirigente do Corinthians fala da crise e muito mais. Veja!

São Paulo, SP, 29 (AFI) – Carlos Senger é um dos principais personagens da crise corintiana. Presidente do Conselho Delibertaivo do clube e articulador da renúncia do presidente Alberto Dualib, o advogado divide seu tempo entre o clube de maior torcida do Estado e a coordenadoria do curso de direito do Imes (Universidade Municipal de São Caetano). Nesta entrevista exclusiva, ele fala sobre a saída de Dualib e o futuro político do Timão.

Segue abaixo entrevista realizada com o presidente do Conselho Deliberativo do Corinthians, Carlos Senger e publicada no Jornal São Caetano Agora, de São Caetano do Sul.

São Caetano Agora – A renúncia do presidente Alberto Dualib pegou o Conselho de surpresa?
Carlos Senger – Ele e o Nesi Curi [vice-presidente] ficaram em uma situação difícil diante dos fatos que foram levantados. Não havia mais possibilidade de eles permaneceram. A instituição Corinthians estava sofrendo.

Agora – Desde a renúncia do presidente, na semana passada, como está o ambiente político do clube?
Senger – Com a renúncia do Dualib, começam a surgir as correntes. O Andres Sanches surge como uma força, assim como o Paulo Garcia. O único que está com posição cômoda nesta altura sou eu, que tenho mandato de quatro anos.

Agora – Com as eleições marcadas para o dia 9 de outubro, a tendência é que o clima volte a esquentar?
Senger – O Corinthians precisa de paz, pois isso está refletindo na equipe. A equipe é boa, mas isso atrapalha. Foi por isso que já marquei a eleição para o dia 9 para ficar um espaço curto e não ferver muito o caldeirão.

Agora – Quem são os candidatos mais preparados?
Senger – O mandato é tampão. Vai durar nove meses e esse tempo passa rápido. Qualquer um do Conselho que tenha vivência. É preciso ter estrada lá dentro.

Agora – O Antônio Roque Citadini não seria um bom nome, visto que sempre foi contra a parceria?
Senger – Não foi só o Citadini, tiveram outras pessoas. Estávamos com um buraco de quase R$ 30 milhões e a única possibilidade que surgiu foi essa parceria, porque os empresários brasileiros que são corintianos não quiseram topar, nem ninguém do Conselho. A MSI colocou dinheiro no Corinthians, que hoje é um dos principais clubes do Brasil. Não temos estádio, mas temos clube.

Agora – O Conselho conhecia quem estava por trás da MSI? Surpreenderam as notícias de lavagem de dinheiro?
Senger – O que foi passado é que se tratava de uma empresa e de gente séria. Mas falar em lavagem de dinheiro é complicado, já que ele foi recebido pelo Banco Central, passou pelo Governo e foi liberado pelo Bradesco. Agora, se fala que o dinheiro era sujo na Rússia, então, é problema dos russos.

Agora – O Dualib disse que o Brasileiro de 2005 foi roubado. Há temor pela cassação do título?
Senger – Não. Foi um juízo de valor que ele mesmo estabeleceu. O Dualib, às vezes, é muito pessimista. Não há prova de que o Corinthians investiu no árbitro.

Agora – O Nelsinho Baptista assumiu o comando agora. Com a troca de presidente, pode haver troca de técnico?
Senger – Foi um consenso o nome dele. Vamos ver se este consenso é respeitado. As pessoas falam as coisas e depois mudam.

Agora – Já existe planejamento para 2008?
Senger – Não tem planejamento nenhum. Só existe o do dia-a-dia do futebol, mas, com o novo técnico, queremos projetar o Campeonato Paulista.

Agora – A partir de agora, haverá sempre precaução para aprovar uma parceria?
Senger – Se existir parceria boa, não tem problema nenhum. Cuidar do futebol é uma brincadeira cara e você precisa buscar investidores.