Diretoria do Paulista inconformada com punições

Jundiaí, SP, 26 (AFI) – A má fase do Paulista não está atingindo apenas os jogadores dentro de campo. Além do time estar na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro da Série B, na última terça-feira o STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) decidiu punir duas figuras que não entram em campo, mas são de suma importância para o clube.

O presidente Eduardo Palhares foi suspenso por 30 dias por manifestar-se de forma desrespeitosa a autoridades esportivas e o médico do clube, o Dr. Carlos Damasceno, foi banido do futebol por ter prescrito substância proibida (Neosaldina) ao lateral Ricardo Lopes. O departamento jurídico do Paulista deve recorrer das duas decisões.

Palhares foi incurso no artigo 188 do CBJD (Manifestar-se de forma desrespeitosa, ou ofensiva, contra membros do Conselho Nacional de Esporte (CNE); dos poderes das entidades desportivas ou da Justiça Desportiva, e contra árbitro ou auxiliar em razão de suas atribuições, ou ameaçá-los), na partida contra o São Caetano, no dia 7 de setembro, em Jundiaí, em que o Paulista foi derrotado por 1 a 0. Palhares foi procurado pela reportagem para comentar a suspensão, mas não atendeu as chamadas em seu telefone celular.

Já o Dr. Carlos Damasceno foi incurso no artigo 249 (ministrar ou prescrever ao atleta substância ou método proibido). O julgamento do médico do Paulista começou na semana passada. Mas teve que ser interrompido para a Federação Paulista de Futebol ser consultada sobre o caso.

Na continuação do julgamento o advogado do Paulista, Marcel Belfiore Santos, argumentou que o remédio prescrito por Damasceno não constava na lista de proibidos. Mesmo com toda a defesa, os auditores Wladimir Cassani, Fabrício Dazzi e Otacílio Araújo, além do próprio presidente do STJD, Rubens Approbato Machado, votaram pela punição, eliminando o médico do futebol.

Para o superintendente do Paulista, Roberto Rappa, a decisão do STJD foi “absurda”. “O sentimento de toda a diretoria do Paulista é de inconformismo. No site da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) constava que o Neosaldina era permitido. Inclusive, após prescrever o remédio ele colocou na súmula do jogo que o Ricardo havia ingerido a substância. Nós não vamos mudar o nosso conceito sobre o Dr. Damasceno: ele é um excelente médico e vamos contiar o apoiando. Nosso departamento jurídico vai recorrer”, avisou Rappa, ressaltando que o grupo de jogadores do Paulista não será afetado diante da expulsão do médico e da suspensão de Palhares.

“Apesar dos dois serem figuras queridas, acredito que nossos jogadores não vão sentir. Todos estão focados em tirar o Paulista da zona de rebaixamento”, finalizou.