Diretoria do Oeste culpa Cel. Marinho pela punição ao clube

Itápolis, SP, 18 (AFI) –
A diretoria do Oeste ficou inconformada com a punição sofrida na última segunda-feira no Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) e acredita que o atual comandante da comissão de arbitragem paulista, o coronel Marinho, ainda “traz consigo as amarras do militarismo”.

Segundo os diretores do Oeste, no Conselho Arbitral da Série A2 foi protocolado um ofício solicitando o veto do árbitro Elcio Pascoal Borborema para jogos do Oeste com justificativas, pois, o mesmo vinha prejudicando o clube desde o ano 2000. O fato parece ter sido decisivo para que, mais uma vez o clube viesse a ser alvo de perseguição dentro da competição.

Tanto que na súmula, do jogo contra o São José, decisiva para a punição do Oeste, no último julgamento do TJD, há uma série de inverdades que acabaram acarretando na punição com a perda de mando de um jogo neste campeonato. Pelo menos é o que diz a diretoria do clube.

A direção do Oeste já está articulando a defesa junto ao Tribunal, por acreditar que essa perseguição só trará problemas para o time que procura uma vaga entre os oito primeiros nesta primeira fase da Série A2. “Uma perseguição injusta”, classifica a direção oestina.

O presidente do Oeste, Ernesto Garcia, faz questão de lembrar que grandes árbitros apitaram jogos do Rubro Negro este ano em Itápolis e não tiveram problema nenhum com torcida ou dirigentes.

“Confiram a relação de alguns árbitros que atuaram em Itápolis este ano, Luis Flávio de Oliveira, José Henrique de Carvalho, Elcio Pascoal Borborema, Thiago Duarte Peixoto, Edson dos Reis Pavani Junior, Robson José Andréa de Góes,

“E confiram o nível dos árbitros que apitaram os jogos do Oeste fora de casa”, continua o presidente oestino, “Márcio Henrique de Góis, Luiz Carlos Ramos Júnior, Marcos Silva dos Santos Gonçalves, José Maria Ferraz Filho, Leonardo Ferreira Lima.

“O caso mais recente”, continua o presidente, “foi o de domingo passado em Monte Azul Paulista quando o árbitro fez a lição de casa marcando um pênalti fantasma seguido de expulsões e erros notoriamente absurdos. Como vêem, a maioria desconhecidos, ao passo que no jogos em casa tivemos árbitros mais experientes, que deveriam saber o que estavam fazendo”, assegura Garcia.

Vale lembrar, também segundo Garcia, que depois das lambanças em Itápolis, Borborema ganhou de presente a chance de apitar o Corinthinas contra o Bragantino, em pleno Morumbi, e cometeu sérios erros, sendo fortemente criticado pela grande imprensa, que viu na verdade quem é esse árbitro totalmente despreparado e mau intensionado.

Para o presidente do Oeste, fica claro que o coronel Marinho se doeu quando o Oeste tentou vetar um de seus árbitros preferidos e iniciou uma perseguição contra o time de Itápolis, inclusive, quando um diretor do Oeste tentou conversar com o Coronel Marinho por telefone a respeito do assunto, foi mal tratado e atacado verbalmente, recebendo ameaças contra a sua pessoa.

“A diretoria do Oeste sempre acreditou na integridade moral do comando da Federação Paulista de Futebol, através de seus presidente e vice, Marco Pólo Del Nero e Reinaldo Carneiro Bastos, respectivamente, por isso este fato de caráter pessoal contra Oeste Futebol Clube será levado as últimas conseqüências, haja visto que o departamento jurídico do clube já entrou com recursos cabíveis”.

Ernesto disse mais: “Fica aqui o convite ao coronel Marinho para que, assista pelo menos um jogo do Oeste FC em Itápolis, para ver que nada do que foi relato acontece e que a população da cidade sabe tratar bem os visitantes. Quanto ao Elcio Paschoal Borborema, aguardem, ele voltará, talvez apitando um jogo do seu clube, cuidado, ai não adianta chorar”.

Ernesto informa ainda que vários clubes pediram para que Borborema não apitasse seus jogos como Taquaritinga, Noroeste, Guaratinguetá dentre outros.

“Vale lembrar que esta diretoria responde apenas pelo Oeste, outros clubes aqui citados fazem parte de comentários que, se apurados, chegarão à verdade”, finaliza o presidente do Oeste.

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