Dinheiro na mão é vendaval e Copa Libertadores é um sonho a mais
O torcedor quer sempre mais. É um direito seu, mas dinheiro não aceita desaforo e as perspectivas econômicas do país não permitem devaneios, nem sonhos de noites de verão.
Com a Arena, as rendas aumentaram, os as receitas em casa bateram em 70 milhões, mais 13 milhões de rendas do sócio torcedor.
Passada a euforia pela conquista de um título importante como o hexa é hora de botar os olhos no horizonte e os pés no chão porque a Copa Libertadores vem aí e o Corinthians não pode se dar ao luxo de cometer erros do passado, quando, dentro de sua casa, em Itaquera, perdeu a vaga para o Guarani. O torcedor quer sempre mais. É um direito seu, mas dinheiro não aceita desaforo e as perspectivas econômicas do país não permitem devaneios, nem sonhos de noites de verão.
Mesmo com boas receitas e o prêmio de 10 milhões pelo título. O Corinthians talvez não chegue ao patamar de receitas de 2013, quando os cofres transbordaram com o faturamento de 316 milhões de reais. Com a Arena, as rendas aumentaram, os as receitas em casa bateram em 70 milhões, mais 13 milhões de rendas do sócio torcedor.
Mas isso basta? Claro que não. Futebol custa caro, tanto é verdade que o Bom Senso teve que fazer uma campanha para parcelar as dívidas de todos os clubes grandes. Quando se discute o custo do futebol, não se pretende reduzir salários de ninguém, mas é preciso ter juízo e botar um freio na gastança desenfreada.

GESTÃO RESPONSÁVEL
O clube precisa ter uma gestão responsável, com alguém que saiba cuidar bem das finanças. O vice de Finanças, Emerson Piovesan, sabe o que faz. Ficou contente com as receitas, mas sabe que não pode abrir as torneiras da gastança, pois as dívidas estão aí e devem ser pagas. Até porque as rendas ainda não chegaram nos 316 milhões de 2013, o último melhor ano.
O torcedor quer sempre estrelas. Idem, a mídia que precisa de nomes para aumentar tiragens de jornais e engordar os ibopes da vida. Uma contratação errada, alavancada por gente que pede contratações dia e noite, atendendo a um apelo do torcedor.
Poucos se lembram, por exemplo, que o Corinthians teve de se livrar de Emerson e Guerrero, porque o custo deles batia em milhão de reais mensais ou mais. Uma parte da torcida – sempre os mesmos talibãs das arquibancadas, protestou à vontade.
Tite usou o material que tinha, botou alguns garotos, o Corinthians chegou ao título enquanto que Emerson e Guerrero não resolveram nada no Flamengo. Quem se lembra disso? Pouca gente. E a diretoria acertou.
BUSCA DE RECEITAS
A volta à Libertadores aconteceu e outro título mundial – vai disputar o terceiro – é mais um sonho. Reforçar o time é preciso, mas jogar dinheiro pela janela é medida temerária, até porque há um estádio a ser pago. Não foi fácil raspar o dinheiro dos jogos nas bilheterias para botar 5 milhões no caixa do fundo de investimentos da Oderbrechet para quitar a dívida mensalmente.
É bom não esquecer que no fim do ano que vem, a conta do estádio dobra e é preciso resolver de vez essa história de naming rights. O próprio estádio ainda não está pronto na parte aonde as receitas serão melhores e maiores. Sem resolver logo essas duas questões, o fluxo de caixa, gerado pela torcida, não vai permitir grandes investimentos no time para a disputa da Libertadores.
O Corinthians tentou uma prorrogação de carência do investimento. Ainda não saiu. Mesmo assim, não é uma solução definitiva porque a conta do estádio é salgada.
Uma das soluções é gerar dinheiro com a venda de Pato e outros jogadores. Não é fácil porque a torcida quer o time mais forte e não aceita a venda de campeões. Outra saída é que a dona do futebol aumente o valor das cotas de televisão. Com o país em recessão da economia, isto pode não acontecer.
É preciso arrumar dinheiro de qualquer jeito. Afinal, o campeão na bola, campeão de bilheterias, necessita de muito dinheiro. Só o estádio levará no ano que vem mais de 60 milhões de reais. O futebol aguentou o repuxo com os 300 milhões, aproximadamente, mais outros patrocínios, além de 100 milhões da televisão.
O problema é que o futebol é caro. E dinheiro, como diz a música – é vendaval. E ninguém conseguiu ensacar o vento, ainda embora seja sonho de Dilma. E a Libertadores é um sonho a mais da exigente torcida.
P I X U L E C O S
1 – Dr. Leco: o senhor sabe por que o lateral Carlinhos está sempre dodói? Manda alguém dar uma volta lá na baixada para ver como esse jogador é bom no samba e outras coisas mais.
2 – Afinal, Romário tem ou não tem conta na Suíça? O delator da Lavajato, Nestor Cerveró, foi quem garantiu que Romário tem grana em banco suíço. Cerveró precisa provar.
3 – Se não ganhar a Copa do Brasil, o Palmeiras pode mudar de ramo. Compraram um caminhão de jogadores (44), a torcida sempre apoiou o time e na hora agá, o Palmeiras vira Marcelo Mastroiani, ou Belo Antonio. E a Belle de Jour passa em branco e só dorme.
4 – Para arrumar dinheiro, os homens da Arena verde criaram até um cinema ao lado da arena. Entrada boa prá rico: de 120 a 400 reais. O pessoal pensa que o Brasil é um dos países mais ricos do mundo.





































































































































