Dinheiro, Liga e Seleções
Dinheiro, Liga e Seleções
É sem dúvida digno de estudo o actual estado do futebol europeu.
Comecemos pela importância financeira que cada liga nacional representa para o poderio e domínio dos respectivos clubes nas competições europeias: Champions e UEFA.
Hoje, a liga que mais mediática e que movimenta mais dinheiro, é, sem qualquer margem de erro, a liga inglesa. Teremos depois, a liga espanhola e a italiana.
Esse poderio acentua-se ao constatar que metades dos finalistas da Champions são clubes ingleses. E só os valores em direitos televisivos negociados por essa elite são muito superiores ao total movimentado, por exemplo, na liga portuguesa.
Por tal motivo, esses clubes são cada vez mais atraentes aos olhos dos investidores que vêm aí uma boa hipótese de negócio lucrativo.
E, nesse momento, dá-se um corte com tudo o que representa um clube do ponto de vista de um adepto: para um adepto do Liverpool, por exemplo, o seu time é um estado de alma, não uma mera aplicação financeira.
Nesse contexto se movimenta o futebol europeu de hoje. Imagine-se um clube qualquer do Brasil a jogar com um, dois ou mesmo nenhum jogador brasileiro; ridículo, não é, só mesmo no campo da ficção.
Pois bem, é a realidade do futebol europeu, e da Inglaterra em especial.
Clubes cada vez mais ricos, jogadores com salários cada vez mais elevados, estádios cheios, bons espectáculos, qual o problema pergunta o amigo leitor.
O problema desagua na equipa nacional, na honra de se ver representar um país nas principais provas mundiais e europeias.
E sabe o amigo qual a principal ausências do próximo campeonato europeu de 2008? Nem mais nem menos que a grande e poderosa Inglaterra.
FIGURA
Carlos Mozer – Treinador
Serão muito poucos os que não se recordam deste antigo central da selecção brasileira, e jogador de topo no seu país.
Quando ingressou no futebol português através do Benfica – no tempo em que os melhores jogadores brasileiros ainda tinham como mercado preferencial Portugal – cedo mostrou todo o seu carácter e personalidade.
Ainda hoje os adeptos do mais popular clube português têm saudade da dupla que chegou a protagonizar com Ricardo Gomes.
Realizou excelentes temporadas que o levaram até ao Marselha – França, mas em breve regressou ao seu clube em Portugal: Benfica.
E foi o Benfica que lhe abriu as portas como treinador adjunto de José Mourinho aquando da sua breve passagem pelo clube da Luz.
Ao optar ficar em Lisboa para assim poder acompanhar os seus negócios na cidade, quebrou a ligação ao Special One, e interrompeu a carreira de treinador.
Até ao ano passado, quando foi convidado para treinar um dos mais populares clubes de Angola, o Inter de Luanda.
E no seu primeiro ano como treinador principal conquistou logo o título que o clube perseguia há já várias épocas: o de campeão nacional.
Estamos na presença de um técnico vencedor, que em breve veremos posto á prova em outros campeonatos mais exigentes, talvez mesmo o seu regresso a Portugal.
DESTAQUE
QUEM DIRIA, HEM ………..
Argel chegou a Mogim Mirim e ainda não conhece o amargo sabor da derrota.
Tiro o meu chapéu ao seu trabalho, pois só a sua qualidade permitiria tantas vitórias.
Abraço Lusitano





































































































































