Dificuldades financeiras assombram o time do Paulistão
Jundiaí, SP, 28 (AFI) – O ano mal começou e o Paulista já se vê em uma grave crise financeira. As dívidas do clube são de R$ 1,4 milhão. Salários de funcionários e jogadores, luvas dos atletas mais renomados que chegaram para a disputa do Campeonato Paulista da Série A1 e até o hotel onde o grupo se concentrava em Vinhedo estão com compromissos atrasados – diante da dívida, o time passou a se concentrar novamente em Jundiaí.
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Ninguém fala abertamente, mas alguns jogadores podem deixar o clube a qualquer momento caso a situação não seja resolvida.
“Espero que os jogadores continuem confiando em nós, da diretoria. Somos sérios, sempre procuramos honrar nossos compromissos e estamos batalhando para colocar a situação em dia. Temos conversado com o técnico Luis Carlos Ferreira e ele passa a situação aos jogadores. Não podemos perder ninguém neste momento”, disse Eduardo Palhares, presidente do Paulista.
No último sábado, antes da partida contra a Ponte Preta, cerca de 40 diretores e conselheiros do Paulista se reuniram em Jayme Cintra. A grave situação foi exposta e foram buscadas soluções.
A maior esperança dos dirigentes para saldar as dívidas é a venda de parte dos direitos econômicos do goleiro Victor e do zagueiro Rever que estão no Grêmio. Porém, o próprio clube gaúcho que já detém metade dos direitos dos atletas não se interessou em obter maior porcentagem. A alternativa, agora, é buscar algum empresário para fazer o negócio.
Caso o Paulista não consiga se desfazer de parte do que ainda tem nos direitos desses jogadores a situação ficará complicadíssima. Outra possibilidade de angariar recursos é a venda dos kits promocionais que foram elaborados pelo vice-presidente do clube, Vanoil da Rocha Pereira. Porém, como já acontece em dias de jogos, o torcedor e a cidade não tem colaborado com o clube.
A última saída é aproveitar a renda que o jogo da semana que vem entre Paulista e Corinthians proporcionar. Os dirigentes esperam que o Galo fature bastante nesta partida.
“Sinceramente se essas três situações (venda de jogadores, kits e renda do jogo) não nos derem o respaldo necessário não vejo no momento uma quarta saída. O próprio Campus Pelé está tentando capitalizar recursos, mas está complicado”, disse Palhares.
Na última semana, o presidente do comitê gestor do Campus Pelé, Venilton Tadini, esteve em Jundiaí e em entrevista coletiva disse que sabia da situação difícil que o Paulista atravessa.
“Iria entrar cerca de R$ 3 milhões no projeto no final do ano passado, mas o investidor acabou desistindo do negócio. Como esse dinheiro não veio estamos com dificuldades”, admitiu Tadini.
O Campus Pelé já injetou cerca de R$ 12 milhões no Paulista e mais investimentos estão fora de cogitação à curto prazo.
“Me espanta como a cidade de Jundiaí não ajuda o Paulista. Fiquei impressionado negativamente no último jogo do Campeonato Brasileiro da Série C do ano passado, por exemplo; o Galo só precisava ganhar do Duque de Caxias e não tinha quase ninguém no estádio”, lamentou Tadini.





































































































































