Diferentemente de retrancas, Guarani deve enfrentar um Paraná ‘mano a mano’
Treinador bugrino deve se precaver para jogadas do adversário pelo lado direito
Diferentemente de retrancas, Guarani deve enfrentar um Paraná no ‘mano a mano’
É praxe adversários do Guarani optarem por forte esquema defensivo e apostarem na chamada ‘uma bola’ quando jogam no Estádio Brinco de Ouro, neste Campeonato Brasileiro da Série B, visando surpreendê-lo.
Como toda regra tem exceção, a tendência natural é que o Paraná Clube a contrarie, e deve encarar o Guarani ‘mano a mano’.
Quem acompanhou a difícil vitória do time paranista diante do Londrina por 2 a 1, em um dos melhores jogos da competição, seguramente não desmente o treinador Matheus Costa quando anunciou a jornalistas paranaenses que não vai mudar o modelo de jogo.
E qual é o modelo de jogo desse Paraná que entrou no G4, com 40 pontos ganhos?
Por vezes adota a chamada marcação alta, na saída de bola do adversário, incitando-o ao erro, ou exigindo que essa bola seja quebrada.
Aí, ao retomar a posse, ora coloca intensidade, ora sabe rodá-la a procura de brecha para penetrar.
Igualmente o Paraná se recompõe com rapidez sem a bola e, quando necessário, também adota a tal ‘duas linhas de quatro’, para dificultar penetração do adversário.
E antes que você me interrogue porque tanta citação sobre o Paraná e até agora nada sobre o Guarani, esclareço que cabe essa amostragem das dificuldades que certamente o time bugrino deve enfrentar enquanto mandante em jogo programado para o descabido horário das 21h30 desta terça-feira.
MELHORA DE RENDIMENTO
A rigor, o mínimo que se espera é melhora de rendimento do Guarani, até porque teve uma semana para se preparar visando este confronto, diferentemente do Paraná que se desgastou bastante no sábado para alcançar a vitória no final da partida.
Sem Paulinho – que ainda deve melhor rendimento – fica a dúvida se finalmente o atacante Rafael Silva reafirmará o cartaz precedido ao chegar em Campinas. Outra dúvida é até quando será observada oscilação do meia bugrino Bruno Nazário?
Por dever de ofício, convenciona-se citar que o treinador Marcelo Cabo, do Guarani, assistiu à partida do Paraná contra o Londrina, e naturalmente constatou seguidos avanços do lateral-direito Cristovam que, embora não seja jogador técnico, é explosivo na transição.
E aí, foi planejada marcação eficaz nos avanços dele? Igualmente alguma jogada ofensiva será explorada nas costas dele?
Se de fato o treinador Cabo é um atento observador de futebol, de certo adotará cuidados das triangulações do Paraná pelo lado direito, com bola geralmente enfiada no chão, nas costas do quarto-zagueiro, para penetração de meias e atacantes.
ALEMÃO
Aquele centroavante Alemão dispersivo dos tempos de Ponte Preta ficou no passado. Além de sair pelos lados do campo – característica habitual – ele aprendeu a jogar de costas e fazer a função de pivô, visando aproximação de companheiro que chega visando o arremate.
E que seja reforçada a marcação no meio de campo porque o polivalente Renatinho, do Paraná, sabe evoluir com a bola nos pés e arrisca arremate de média e longa distância.
Eis aí, portanto, o mapa da mina do Paraná, e pressupõe-se que Marcelo Cabo saiba como exigir de seu time os devidos cuidados.
Resta saber também aquilo que o treinador bugrino preparou para que uma vitória recoloque o time na perseguição à vaga de acesso à elite paulista?





































































































































