Diário de Viagem (Parte IV)
Diário de Viagem (Parte IV)
Estou em São Paulo desde terça feira, após passar os últimos 25 na Venezuela. Por isso nesta semana finalizo esta série que comecei na terra de Hugo Chavez.
Sobre a conquista brasileira, nada a falar que já não tenha sido dito ou relatado. Pessoalmente, apesar do lado jornalístico, é muito bom ver a seleção ser campeã da forma como aconteceu em Maracaibo.
Mas ainda assim fico com a impressão que Dunga não é o cara certo e que sua falta de experiência e conteúdo pode nos ser prejudicial nas eliminatórias.
A Argentina tem mais time que o Brasil, e talvez num torneio de pontos corridos não perdesse o titulo. Mas na final, a nossa camisa e mística ainda fazem a diferença.
Outro detalhe: eles têm uma geração que nada ganhou: Zanetti, Abondanzieri, Ayala e Cambiasso passaram em branco. E isso pode acontecer aos badalados Riquelme, Tevez, Mascherano e Messi, embora estes ainda devam voltar a vestir a camisa da seleção.
Em alta na nossa seleção: Doni, Julio Batista, Daniel Alves, Wagner Love e os volantes Mineiro e Josué. Tenho convicção que estarão na convocação para o jogo contra a Colômbia.
Isto sem falar em Robinho, Juan, Gilberto Silva, Alex e Gilberto, atletas que não sairão tão cedo deste grupo, mesmo que a comissão técnica seja trocada.
Totalmente em baixa: Diego (de camisa 10 e titular, terminou como reserva e não agradou); Anderson (Dunga o achou sem personalidade para vestir a camisa do Brasil); Fernando e Afonso.
Maicon fez gol, terminou como titular, mas não qualificação moral para continuar defendendo um time como o nosso. Até para exercer a função básica de ser humano é um pouco complicado, tamanha a “mascara”.
A Venezuela não vai deixar saudades para nenhum brasileiro que lá esteve. As belezas naturais propagadas pelo governo perdem espaço para a falta de estrutura, insegurança e péssimo atendimento nos locais públicos e privados. Infelizmente eu não recomendo a ninguém como passeio.
Em relação à Copa América, eles tentaram de toda a maneira fazerem o melhor, isso é inquestionável. Mas ficaram devendo em quase tudo que é necessário para um evento como este.
Por isso, falar em Copa do Mundo lá e como tentar fazer a Olimpíada de Inverno em Salvador, Recife ou Fortaleza.
Ponto positivo para o público. Estádios sempre lotados. Tudo bem que o governo Hugo Chavez financiou quase todos os ingressos.
Aliás, a não presença de Chavez na partida final foi uma falha governamental sem precedentes ou tamanho. E no mínimo estranha!
Argentina, Chile e México brigam pela próxima edição: espero que os chilenos consigam seu objetivo.
Outras, já no Brasil
Em uma semana triste pelo acidente da Tam aqui em São Paulo, voltei a conviver com o Campeonato Brasileiro.
Vi o São Paulo inoperante ofensivamente perder pontos irrecuperáveis para o Fluminense no Morumbi e o Corinthians cair em Porto Alegre com extrema facilidade.
Não quero tecer comentários ainda porque fiquei muito tempo fora, mas aparentemente, com seis jogos sem vitória, a situação de Carpegianni não deve ser das mais tranqüilas.
O Botafogo, apesar de uns tropeços ainda lidera. O Paraná Clube perdeu espaço e méritos para a recuperação do Sport, nas mãos do competente Geninho.
Na Série B, fui, apesar do cansaço, ver a Lusa na terça debaixo de chuva, no Canindé. Perdeu dois pontos bobos para um adversário fraco. Na saída, quando da vitória contra o Marilia, tinha me deixado uma melhor impressão.





































































































































