Diabo Loiro: ídolo como jogador, promissor como técnico
Jundiaí, SP, 18 (AFI) –
Ricardo Narosscivius. Talvez o torcedor do Paulista não esteja muito familiarizado com esse nome. Mas se colocarmos o apelido ‘Diabo Loiro’ na história, tudo muda. Ricardo “Diabo Loiro” Narosscivicius é um dos maiores ícones da história quase centenária do Galo da Japi.
Ele foi dos grandes destaques do time jundiaiense na conquista do acesso à primeira divisão do Campeonato Estadual em 1984. E se Ricardo brilhou como jogador, pouco a pouco vai ganhando espaço como técnico. Há aproximadamente três anos treinando as categorias de base do clube, ele levou a equipe sub-15 na última semana ao vice-campeonato da etapa São Paulo da Manchester United Premier Cup.
“Fizemos um campeonato muito bom, mas infelizmente não conquistamos o título. Sempre sonhei em ser treinador e agora estou tendo essa chance de ouro aqui no Paulista. Vou continuar trabalhando muito para não decepcionar os dirigentes e nem os torcedores que sempre tiveram muito carinho por mim”, disse o agora técnico.
A história
Ricardo nasceu em São Paulo e jogava despretenciosamente em um time de Franco da Rocha. Quando ele tinha 19 anos o Paulista fez um amistoso contra esse time e o então técnico do Galo, Ivan Inocêncio (hojetécnico do Nafe Brasil) percebeu talento em seu futebol.
“Sempre digo que foi o Ivan Inocêncio que me revelou para o futebol”, disse.
No Paulista, Ricardo ficou seis anos. Atacante brigador, do estilo que não desiste nunca, logo ele ‘ganhou’ a torcida jundiaiense que inebriada pelas suas habilidades o apelidou de Diabo Loiro. O ponto alto da passagem de Ricardo pelo Paulista foi em 1984, quando o time chegou a primeira divisão.
“Aquele time ficará para sempre marcado no clube. Tenho orgulho de ter participado”.
Em 1985, o Paulista fez um esforço e conseguiu segurar o atacante no clube. Os gols marcados na segunda divisão chamaram a atenção de outros clubes, mas Ricardo seguiu em Jundiaí. Já em 1986, a história não se repetiu e Diabo Loiro seguiu para o Bangu, do Rio de Janeiro.
Já casado com a jundiaiense Maria Inês Mazzalli, ele seguiu do Bangu para o São José e depois foi para o futebol português. Lá permaneceu doze anos e rodou por vários clubes.
“Foi muito bom ter ficado todo esse tempo na Europa. É bom conviver com uma cultura diferenciada”.
Treinador
Encerrada a carreira de jogador em Portugal mesmo, Ricardo voltou para Jundiaí disposto a ser treinador. Mas as coisas não foram fáceis para ele.
“Fiquei um ano ‘desempregado’, procurando alguma categoria de
base para treinar”, relembrou.
E a primeira oportunidade foi dada pela escolinha do São Paulo Center. Lá ele permaneceu durante três anos até que em 2005, ‘seo’ Olinto, então coordenador das categorias de base do Paulista, o chamou para treinar a equipe sub-15.
“Fiquei muito feliz com o convite do seo Olinto. Ser treinador já era um grande objetivo. Treinar, ainda por cima, o Paulista era tudo que eu mais queria”, afirmou.
Campus Pelé
Ricardo Diabo Loiro conviveu com o período de ‘vacas magras’ e agora vive a fase de ‘vacas gordas’ no Paulista. O treinador, que dirige o time sub-13 e sub-15 do Galo, não se cansa de elogiar as categorias de base do clube.
“Poxa, agora não temos do que reclamar; temos tudo aqui. Tem garoto que tem até escola particular paga. Por isso até que não tivemos medo do assédio de empresários na disputa da Copa Manchester. Temos em mente que os garotos não tem porque deixar o Paulista; em termos de clube, temos toda a estrutura por aqui. Conversamos muito sobre isso e chegamos a essa conclusão”, explicou.
E se Ricardo está satisfeito com o Paulista, os dirigentes estão felizes da mesma forma com ele. “Chegar na final da Copa Manchester foi uma grande conquista. O Ricardo vem fazendo um grande trabalho e confiamos muito nele”, apontou o coordenador técnico, Marcos Biasoto.





































































































































