Despejado, time do Paulista A2 desocupa estádio e não sabe onde jogará em 2020

Clube cumpriu prazo dado pela Prefeitura de São Bernardo do Campo

Clube cumpriu prazo dado pela Prefeitura de São Bernardo do Campo

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São Bernardo do Campo, SP, 31 (AFI) – O São Bernardo FC se despediu oficialmente do Primeiro de Maio. Toda a estrutura que era mantida pelo clube no local foi desmontada na última quarta-feira, dia 30 de outubro, data limite dada pela Prefeitura Municial de São Bernardo do Campo para que o estádio fosse desocupado. Sem previsão para um novo edital de concessão, o time ainda não sabe onde mandará suas partidas na próxima temporada, quando disputará novamente a Série A2 do Campeonato Paulista.

“O prazo para desocupação do espaço pelo São Bernardo FC expirou oficialmente em maio. Desde lá o clube vem sendo notificado para retirar integralmente seu material do local. De forma amigável, a administração cedeu novo prazo para a desocupação total, que se encerrou nesta quarta-feira (ontem). Com isso, restos de materiais do alojamento, cozinha e academia foram removidos. O prazo foi dado para que a Prefeitura possa realizar vistorias técnicas no local e dar início ao processo de reforma do espaço”, informou a Prefeitura em nota oficial.

O drama do Tigre começou em dezembro de 2018, quando a diretoria foi notificada sobre o fim da concessão que tinha para utilizar o Primeiro de Maio. Segundo a Prefeitura, isso se deu em razão de um pedido do Ministério Público, que questionou a utilização de um bem público por um clube particular, sem contrapartida.

O São Bernardo, no entanto, argumenta que deu retorno ao município por ter arcado com os gastos de manutenção do estádio (gramado, segurança e limpeza), assim como reformas.

Foto: Divulgação / São Bernardo FC

Foto: Divulgação / São Bernardo FC

A Secretaria de Esportes e Lazer da cidade busca formular um novo modelo de concessão do espaço antes de abrir um novo edital. Atualmente, a Prefeitura cobra aluguel de R$ 3 mil por jogo e R$ 1 mil por treino, tanto do São Bernardo FC quanto do EC São Bernardo.

MAGNUM SALVA?
O clube do ABC paulista encaminhou um acordo para entregar a administração do departamento de futebol a Gold Sport, braço esportivo da Magnum, empresa de relógios que foi parceira do Guarani por cerca de cinco anos. O assunto ainda não foi tratado oficialmente, mas existe a possibilidade de que os novos parceiros ajudem na questão do estádio.

Na época de relações estreitas com o Guarani, a Magnum foi essencial para evitar que o clube perdesse o Brinco de Ouro da Princesa na Justiça por dívidas trabalhistas, apesar de ter tirado boa vantagem da situação.

A empresa chegou a arrematar o estádio do time campineiro em um leilão realizado em 2014, mas a decisão foi cancelada no início do ano seguinte, por suspeita de irregularidade. Um novo leilão foi realizado em março de 2015, e outra empresa, a Maxion, ficou com o local.

DONA DO BRINCO DE OURO
Mais tarde, em maio, uma nova manobra mudou o desfecho. O Grupo Magnum fez uma proposta que convenceu a juíza Ana Cláudia Torres Vianna a cancelar o leilão. Isso porque a oferta envolvia o compromisso da empresa de Graziano em quitar débitos trabalhistas do Guarani.

Da parte do clube, ficou acordado que o Brinco de Ouro seria repassado à Magnum, sob a condição da construção de uma Arena para o time em Campinas. Em abril de 2019, o Grupo protocolou, na Prefeitura do município, um projeto urbanístico para a construção de um centro comercial no terreno do estádio.