Desculpa esfarrapada da FPF deve fazer Série A2 igual ao Paulistão

Entidade alegará calendário apertado de alguns clubes para confirmar fórmula

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Campinas, SP, 04 (AFI) – O Futebol Interior entrou em contato vários clubes que vão disputar o Campeonato Paulista da Série A2, em 2014. E todos confirmaram que não receberam nenhum aviso prévio sobre o que será discutido no Conselho Arbitral, ou Conselho Técnico, desta terça-feira, a partir das 14h30, na sede da Federação Paulista de Futebol. A expectativa, porém, é de a fórmula com quatro grupos, semelhante ao Paulisão, seja aprovada. Ou seja, o “prato feito” da Série A2 será aprovado sem consulta prévia aos clubes, como aconteceu no Paulistão, com duas reuniões preliminares.

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A principal “desculpa” utilizada pela FPF para impor a nova fórmula também na Série A2 é que a divisão terá clubes que disputam as Séries B, C e D do Campeonato Brasileiro em 2014 e, que, portanto, terão uma agenda apertada.

Guaratinguetá, São Caetano, Guarani e Grêmio Barueri (que foi rebaixado da Série D) são os clubes que estarão em competições nacionais em 2014. Outros dois times vão sair do Paulistão para disputar a Série D do Brasileiro. São clubes que não integram o Brasileiro. Em 2013, foram indicados Penapolense e Botafogo, de Ribeirão Preto. O Santo André participou porque tinha sido rebaixado da Série C, em 2012.

FÓRMULA ESDRÚXULA
Caso a fórmula em quatro grupos seja aprovada, os grupos serão formados por meio de sorteio. Os 20 clubes serão divididos em cinco potes e cada grupo receberá um clube de cada pote. VEJA DETALHES!

Na verdade, a maioria dos dirigentes prefere uma fórmula mais simples, com 19 rodadas – turno único. Os quatro melhores subsiriam para a Série A1, em 2015, e os quatro piores seriam rebaixados para a Série A3.

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A alegação da FPF no Paulistão para a implementação desta fórmula absurda seria uma imposição da Rede Globo, que detém os direitos de transmissão de televisão e que investe alto na competição, mas que também têm um retorno altíssimo com as suas cotas de patrocínios.

A emissora “Plim Plim” gostaria da forma de confrontos finais e decisivos, que aumentariam a sua audiência. O engraçado é que não faz isso no Campeonato Brasileiro, onde utiliza turno e returno, mesmo com exaustivas 38 rodadas – turno e returno. Algo usual nos países da Europa, mas que não têm a dimensão continental do Brasil.

Ou seja, cada caso é um caso. E cada Federação tem o presidente que merece. A de São Paulo há 10 anos suporta Marco Polo del Nero, prestes a assumir a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) no lugar do ultrapassado José Maria Marin. Certo está Itair Machado, ex-presidente do Betim-MG:

“O Marin pensa que é Deus, mas o Marco Polo tem certeza”.