Dérbi: PM prende arma e torcida ameaça família de jogador

Campinas, SP, 16 (AFI) – Os quatro torcedores que foram detidos há pouco pela Polícia Militar, na sede da Torcida Organizada Fúria Independente, estava com uma arma de fogo calibre 38. A constatação foi feita pelo delegado plantonista do 5º Distrito Policial de Campinas, Carlos Abrante.

“A Polícia foi chamada por seguranças do clube, que disseram que os torcedores estavam jogando pedras nos carros que passavam na rua. Ao chegar e fazer a vistoria foi encontrada uma arma carregada de calibre 38. Como não podemos identificar o portador, nenhum deles foi preso em flagrante. Já estão soltos”, afirmou.

Mas, apesar de não ficarem presos, todos foram qualificados e a ocorrência foi encaminhada para 0 10ºDP. Dos quatro torcedores, dois eram menores de 18 anos.

Além da arma, foram encontradas quatro bombas de fumaça e dois rojões. Não é a primeira vez que acontece isso com a torcida do Bugre antes de um dérbi. Em 2001, na sexta-feira que antecedeu o confronto de 4 de fevereiro, vencido pelo Guarani por 2 a 1, a Polícia fez uma ronda na sede da mesma Fúria e apreendeu 12 malotes de cocaína, 35 gramas de maconha, um revolver calibre 38, 26 bombas caseiras e 18 caixas de fogos.

Na oportunidade, o então presidente da Organizada, Caveira, foi preso, junto com seu irmão Igor.

Ameaça?
Pai do atacante Henrique, do Guarani, seu Osvaldo disse ter recebido ameaças de pontepretanos. Segundo ele, que tem uma padaria na Vila Teixeira, caso Henrique venha a detonar no dérbi, sua padaria será depredada.

“Recebi uma ligação e me disseram que se o Henrique acabar com a Ponte Preta, vão depredar a padaria. Não acredito nisso”, afirmou. Em entrevista ao Correio Popular, o atacante bugrino revelou que toda sua família é bugrina e que, se fizer gol, tem uma comemoração especial para o jogo deste domingo.