Dérbi 196: Guarani manda papeleta errada e Brigatti responde: "É muito amadorismo"

Para o técnico da Macaca, João Brigatti, um golpe baixo. Carpini jurou que não soube nada disso.

Para o técnico da Macaca, João Brigatti, um golpe baixo. Carpini jurou que não soube nada disso.

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Campinas, SP, 16 (AFI) – Antes do Dérbi 196 os dois técnicos fizeram mistérios e não quiseram confirmar suas escalações. Momentos antes da bola rolar no Brinco de Ouro, o Guarani tentou dar o ‘drible’ na sua escalação, oferecendo uma papeleta errada à Ponte Preta. Só quase em cima dos times entrarem em campo é que a papeleta correta foi apresentada. Para o técnico da Macaca, João Brigatti, um golpe baixo.

“Isso é coisa de amadorismo. Não existe mais no futebol. Mas o que importa é que nosso time veio pronto para enfrentar qualquer situação. Estamos focados apenas no jogo” – comentou Brigatti, visivelmente nervoso, como é de costume em seu primeiro dérbi como técnico oficial do seu time de coração.

Brigatti não gostou da 'brincadeira'

Brigatti não gostou da ‘brincadeira’

‘NÃO FUI EU’
Thiago Carpini, de outro lado, jurou ao microfone da Sportv (única emissora dentro do estádio) que desconhecia o fato.

“Não sei de nada. Nós trabalhamos para por nossos time em campo. Só isso…”.

O regulamento prevê que até uma hora antes do jogo, portanto, até 19 horas, as escalações deveriam estar definidas, inclusive, para facilitar o trabalho da Imprensa.

INVENÇÃO DE UM LADO
Nas escalações, justamente, quem mais mudou foi Carpini pelo lado bugrino. Antes do jogo foi anunciada a baixa do zagueiro Bruno Silva, gripado nos últimos dias. Em seu lugar entrou Romércio para fazer dupla com Leandro Almeida.

A ‘inventada’ começou pela lateral-direita com a entrada de Cristovam para Pablo atuar mais à frente, como um ponta direita. Consequentemente, ele abriu mão de atuar com quatro homens no meio-campo e se deu mal. Ao invés de escalar um volante fixo (Marcelo), o técnico preferiu encher de meias: Lucas Crispim, Lucas Abreu e o segundo volante Eduardo Person.

No ataque, a esperada presença de Rafael Costa ao lado de Júnior Todinho não aconteceu. Costa ficou de fora e Todinho isolado na frente.

SIMPLICIDADE DE OUTRO
João Brigatti não tinha muitas opções para escalar a Ponte Preta, então fez o básico, o simples. Arou o time com seus principais jogadores, dentro do esperado esquema tático: 4-4-2.

Acabou beneficiado pelas boas atuações dos meias João Paulo e Vinícius Zanocelo e deu sorte nas bolas paradas que determinaram os dois primeiros gols. No segundo tempo, porém, o time cansou e levou a virada por 3 a 2.