Demitido, treinador Umberto Louzer faz desabafo contra Palmeron

Culpar cogestão pela queda de rendimento do Guarani é perigoso, mas a discussão atrapalhou a campanha

Culpar cogestão pela queda de rendimento do Guarani é inaceitável

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Embora com atraso, está no ar a coluna Cadê Você. O focalizado é o saudoso centroavante Adriano, revelado pelo Guarani, vítima de acidente de automóvel no Paraná.
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Por mais que tenha razão em algumas das acusações feitas contra o presidente do Guarani, Palmeron Mendes Filho, e membros do Conselho de Administração do clube, não se justifica o desabafo do demitido treinador Umberto Louzer.

Para um treinador iniciante na carreira, como ele, é perigoso comprar briga com a cartolada, sabidamente corporativista no futebol brasileiro.

Logo, fica aquela impressão que repele, do tipo ‘fez com ele, faz comigo’.

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Louzer já deu mostras de ser um profissional decente, trabalhador, mas ainda com limitações naturais de um principiante na função.

Foi citado aqui sobre a precipitação de Palmeron ao demiti-lo a duas rodadas do encerramento do Campeonato Brasileiro da Série B, considerando-se, principalmente, o fato de Louzer ter cumprido a meta estabelecida pela diretoria de futebol de um campeonato de permanência.

Daí a acusar Palmeron de boicote na campanha – conforme matéria publicada pelo portal Futebol Interior – é perigoso, visto que o atingido de certo não vai se silenciar.

COGESTÃO ATRAPALHA

Natural que o processo de cogestão do futebol poderia começar a ser discutido após o encerramento da Série B, e nisso houve precipitação dos dirigentes bugrinos.

Convenhamos que há controvérsia sobre a versão de que a cogestão teria provocado insegurança nos jogadores, por desconhecimento de como seria o futuro.

Ora, num país em crise como o Brasil, ninguém tem segurança em qualquer tipo de atividade. Impossível que a boleirada não saiba disso.

De mais a mais, quem tem competência perde emprego aqui e arruma outro até melhor acolá.

Ou boleiro apenas razoável estivesse imaginando permanência no clube por uma ou outra atuação elogiável?

No futebol cobra-se regularidade do atleta. Aqueles instáveis irremediavelmente perdem espaço.

Portanto, atribuir queda de rendimento da equipe à instabilidade emocional dos jogadores não é aceitável.

SALÁRIO

Cabeça de boleiro ou qualquer pai de família transforma-se um ‘trevo’ se o salário atrasar e afetar diretamente o orçamento familiar. E isso não é o caso da boleirada bugrina, assegurou recentemente o presidente Palmeron.

Desabafo de Louzer a parte, o que se espera é que o Guarani não jogue a toalha nas duas partidas restantes, contra Brasil de Pelotas – como visitante – e Londrina, no Estádio Brinco de Ouro.