Della Volpe garante não ter divergência com Sérgio Carnielli na Ponte Preta
Um dos motivos para o suposto "racha" foi o fato de Della Volpe ter priorizado a Sul-Americana em 2013
O presidente em exercício da Ponte Preta, Márcio Della Volpe, garantiu em entrevista à Rádio Bandeirantes, não ter divergência com o presidente de honra do clube, Sérgio Carnielli.
Campinas, SP, 11 (AFI) – Em pleno dia de aniversário de 114 anos, nesta segunda-feira à tarde, o presidente em exercício da Ponte Preta, Márcio Della Volpe, garantiu em entrevista à Rádio Bandeirantes AM de Campinas, não ter divergência com o presidente de honra do clube, Sérgio Carnielli. Consequentemente, ele disse que os dois “enterraram o time” na Série B do Brasileiro, após desastrosa administração do futebol no ano passado.
“Estamos juntos e sempre estivemos. É verdade que às vezes a gente tem pontos de vista diferentes, mas isso não quer dizer que sou contra ele (Sérgio) e ele contra mim”, explicou Della Volpe.
No passado, o dirigente entregou o futebol nas mãos do incompetente Ocimar Bolicenho, que formou um elenco muito fraco e acabou rebaixado para a Série B. Bolicenho é tão incapaz no futebol, que já rebaixou vários clubes e há duas semanas saiu às presas do Bahia, onde montou um time fraco e que está ameaçado pelo rebaixamento.
A queda resultou numa série de prejuízos para as finanças do clube, principalmente a verba das transmissões de televisão: cerca de R$ 30 milhões no ano. Sem contar a desvalorização com as cotas de patrocínio e com a marca em si.
UMA OU OUTRA
A maior divergência entre Della Volpe e Carnielli surgiu no final do ano passado, quando Carnielli queria que o Campeonato Brasileiro fosse priorizado, mas Della Volpe optou por priorizar a Copa Sul-Americana.
Por conta disso, precisou fazer caixa com os melhores jogadores do elenco, como o atacante Rildo, emprestado ao Santos; os laterais Uendel e Ferrugem, negociados com o Corinthians; o volante Bruno Silva, emprestado à Chapecoense; o atacante William Batoré, hoje no Qatar, e o zagueiro César, comprado pelo Benfica-POR.
Esta prática de tornar o clube um balcão de negócio se intensificou na Macaca, principalmente com a chegada do executivo de futebol Ocimar Bolicenho. Vale ressaltar que em 2013, antes mesmo de se confirmar o rebaixamento, o clube havia negociado o lateral-direito Cicinho ao Santos e o zagueiro Cléber ao Corinthians.
Ainda assim, a Ponte precisou fazer empréstimos de Sérgio Carnielli para terminar 2013 no azul. Somente as negociações de Cicinho e Cléber, juntas, renderam quase R$ 10 milhões ao clube, fato que só aumenta as dúvidas sobre onde foi parar o dinheiro.
De acordo com o último balanço financeiro, referente a 2013, a dívida da Ponte somente com Carnielli já ultrapassava os R$ 100 milhões. Somando todas as dívidas, o valor sobe para cerca de R$ 140 milhões. Neste ritmo, o clube logo ficará em uma situação insustentável, assim como o arquirrival Guarani, que vive um estado de insolvência.





































































































































