Delegado, árbitro e auxiliar de Aparecidense x Ponte são denunciados pelo STJD

Trio pode pegar suspensão de até um ano após a grande confusão da partida válida pela Copa do Brasil

Trio pode pegar suspensão de até um ano após a grande confusão da partida válida pela Copa do Brasil

Campinas, SP, 18 (AFI) – Toda a confusão envolvendo a partida entre Aparecidense e Ponte Preta terá mais um episódio no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). Em caso separado da questão da anulação do jogo, serão julgados na próxima quinta-feira o delegado Adalberto Grecco, o árbitro Léo Simão Holanda e o auxiliar Samuel Oliveira Costa, todos denunciados pelo STJD. No mesmo dia, o lateral-direito Arnaldo, da Ponte, e os clubes também vão a julgamento.

A conduta adotada pelos integrantes do quadro de arbitragem levantou algumas questões. O árbitro Léo Simão de Holanda foi citado no artigo 259 (deixar de observar as regras da modalidade, com pena de 15 a 120 dias de suspensão além de multa de R$ 100 a R$ 1.000).

O auxiliar Samuel Oliveira Costa foi enquadrado no mesmo artigo que o árbitro, mas também caiu no 266, por “deixar de relatar as ocorrências disciplinares da partida ou fazê-lo de modo a impossibilitar o dificultar a punição de infratores, deturpar fatos ocorridos o fazer constar fatos que não tenha presenciado. Neste segundo artigo, a pena é de suspensão de 30 a 360 dias, mais multa do mesmo valor do artigo 259.

Foto: Divulgação / Aparecidense

Foto: Divulgação / Aparecidense

Já o delegado Adalberto Grecco foi citado no artigo 259, que determina multa de R$ 100 a R$ 100 mil por deixar de cumprir ou dificultar o cumprimento de regulamento. O lateral pontepretano Arnaldo será julgado pela expulsão, com pena máxima de três partidas. Aparecidense e Ponte ser punidos com uma multa de R$ 20 mil por “não identificar envolvidos em conflito ou tumulto”.

O CASO
Após toda a confusão, o duelo entre os dois clubes, pela segunda fase da Copa do Brasil, acontecerá no dia 3 de abril, às 19h15, no Estádio Aníbal Batista de Toledo, em Aparecida de Goiânia. Os dois se enfrentaram no dia 12 de fevereiro e o clube goiano saiu de campo com a vitória por 1 a 0.

A Ponte Preta, no entanto, entrou na Justiça pedindo a impugnação da partida alegando interferência externa da arbitragem na anulação do gol marcado por Hugo Cabral, que estava em posição irregular no lance. O gol, se validado, daria a classificação para o clube campineiro.