Decadência anunciada
Decadência anunciada
Duas competições que já viveram dias melhores estão prestes a se iniciar. Uma, a Copa São Paulo de futebol junior, a outra, o Campeonato Paulista.
Considerada há alguns anos como verdadeiro Campeonato Brasileiro da categoira, a Copa São Paulo foi perdendo seu viço original e acabou distorcida, inflada, comercializada.
Originalmente disputada apenas na capital, ela atingiu o seu climax de prestígio na administração da Prefeita Luisa Erundina, que tinha como Secretário de Esportes, o jornalista Juarez Soares.
Era o início dos anos 90. E uma decisão tomada pelos organizadores foi vital: somente compareciam à Copa, os campeões estaduais dos campeonatos de juniores. Partidas memoráveis foram disputadas.
Na administração seguinte, a do Prefeito Paulo Maluf, a Copa São Paulo começou a se perder. Primeiro, a Prefeitura abriu mão de sua organização e passou o bastão para a Federação Paulista de Futebol.
Pouco a pouco a Copa São Paulo foi perdendo o sentido. A partir daí não se respeitou o critério da presença somente dos vencedores estaduais. A Copa foi recebendo cada vez mais convidados, aumentando incompreensivelmente o número de partticipantes.
Atualmente a situação é tão absurda, que várias cidades do interior também são sedes da competição. Já houve Copa São Paulo vencida por time inteiramente de empresário, o Roma de Barueri, que nem existe mais.
Além disso, os casos de adulteração de documentos, com jogadores acima de 20 anos disputando o torneio, tornaram-se quase corriqueiros.
Hoje, a Copa São Paulo está esvaziada e em decadência. É uma pena.
No mesmo sentido segue o Campeonato Paulista. O último que valeu a pena foi o de 2001, um super-campeonato.
Fosse outra nossa estrutura e fossem outros os homens a organizá-lo e o velho Campeonato Paulista ainda seria uma grande competição.
Histórico, abrindo a temporada, movimentando o segundo mercado econômico do país – o interior de SP – realizado no estado com a melhor infra-estrutura da nação, o Paulistão poderia nos trazer de volta as grandes emoções de sempre.
Da maneira como está, o Campeonato Paulista, a cada ano, perde um pouco mais do brilho.
Há esperança?
Sempre há. Mas, para isso, a Prefeitura poderia retomar e diminuir o número de participantes a Copa São Paulo. E seria necessário uma sacudida na FPF. Dirigentes mais novos e, talvez, egressos do próprio interior assumindo funções que hoje estão nas mãos de admnistradores letárgicos, sem criatividade, burocráticos, sem qualquer visão de futebol moderno.
HISTORINHA.
A hiena é um animal infeliz. Tem relação sexual apenas uma vez ano, vive de carniça e o som que emite é esganiçado, conseguindo imitar uma risada humana de alguém histérico. Além disso – pode existir coisa pior? – a hiena se alimenta das próprias fezes.
A hiena, que também é um animal reconhecidamente covarde, andava a provocar o Leão, que calmo e soberano, ignorava solenemente as provocações. Inconformados, os outros animais vieram ter com o Leão. Porque ele não providenciava uma correria na hiena, não lhe dava uma lição com uma surra física?
Indagado, o Leão respondeu: “Para espantar essa infeliz, teria que dar-lhe umas bordoadas inesquecíveis. Mas seria inevitável o contato físico para uns tapas bem dados. E aí não haveria jeito: ficaria com um insuportável cheiro que a hiena exala quando respira, quando fala, quando se aproxima. Prefiro não correr o risco da contaminação”.
A hiena ainda grunhiu por um tempo, até que apodreceu.
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