De penúltimo ao G4: os segredos do Boa Esporte na Série B de 2014
Comandado por Nedo Xavier, o Boa Esporte conseguiu o grande feito de marcar 45 pontos em 25 rodadas
A arrancada da Ponte Preta da metade para o final do Campeonato Brasileiro da Série B que culminou com o acesso no último sábado foi realmente surpreendente.
Varginha, MG, 10 (AFI) – A arrancada da Ponte Preta da metade para o final do Campeonato Brasileiro da Série B que culminou com o acesso no último sábado foi realmente surpreendente, mas não chega nem perto do feito de outro concorrente da mesma divisão: o Boa Esporte. Na parada para a Copa do Mundo, na décima rodada, o time do interior de Minas Gerais era o penúltimo colocado, com apenas oito pontos e para muitos, já era um virtual rebaixado para a Série C. O que se vê agora, entretanto,com a 34ª rodada já concluída, é o mesmo clube dentro do G4, na quarta posição, com 53 pontos.
Apesar de ter sido fundado em 1947, ainda com o nome de Ituiutaba, referência a cidade em que atuava, no interior de Minas gerais, o Boa Esporte só se tornou um clube de futebol profissional em 1998. Seis anos depois, em 2004, conseguiu a classificação para a Série C do Campeonato Brasileiro após boa campanha no Campeonato Estadual.
Em 2010, comandado por Nedo Xavier, treinador atual, o até então Ituiutaba conseguiu pela primeira vez em sua história o acesso para a Série B do Campeonato Brasileiro, de onde não saiu mais. Um ano depois, já com o nome de Boa Esporte, o clube fez a melhor campanha de sua história e terminou a Série B na sétima posição, a quatro pontos do Sport, último time a conseguir o acesso.
Para entender os segredos que levaram o Boa Esporte a brigar pelo acesso em 2014, é preciso olhar para este passado recente. Neste ano, a diretoria apostou no mesmo planejamento de 2011. Ciente de que não conseguira atrair tantos jogadores de renome como outros times da divisão, preferiu manter os salários pagos em dia e ganhou a confiança de seus jogadores.
A APOSTA EM NEDO XAVIER
Depois de ter Ney da Matta no comando durante o Campeonato Mineiro, a diretoria do Boa Esporte voltou a pensar na disputa do Campeonato Brasileiro da Série B. Trouxe de volta o experiente Nedo Xavier, responsável pelo acesso em 2010 e que já conhece o clube como ninguém.
Muitos dos jogadores do atual elenco, já tinham trabalhado com Nedo Xavier no ano passado. Além disso, o treinador sabia que teria o respaldo do torcedor e de todos os moradores de Varginha, que sempre viram no técnico um verdadeiro representante das boas campanhas do Boa Esporte.
MANUTENÇÃO NA ADVERSIDADE
No Brasil é muito comum um técnico ser demitido quando os resultados não aparecem. Até a décima rodada, o Boa Esporte de Nedo Xavier tinha apenas duas vitórias, dois empates e seis derrotas. Os pouquíssimos oito pontos deixavam o clube na penúltima posição da Série B,na frente apenas do Vila Nova, com dois pontos naquele momento.
A parada para a Copa do Mundo fez com que diversos times apostassem em um novo técnico, que teria mais de um mês para comandar o time em uma espécie de nova “pré-temporada”. O Boa Esporte fez diferente. Continuou acreditando no trabalho de Nedo Xavier, sabendo que ele era o técnico certo para gerir o time rumo aos objetivos.
FÉ NO ACESSO
Mesmo com o time dentro da zona de rebaixamento, o discurso de dirigentes, jogadores e comissão técnica se manteve focado no acesso. O clube mineiro em momento algum deixou de acreditar que pudesse chegar ao G4, ainda que os resultados em números mostrassem o contrário.
ADEUS AOS “MEDALHÕES”
Nos últimos anos, o Boa Esporte fez apostas em verdadeiros “medalhões” do futebol brasileiro. Os mais conhecidos foram o zagueiro Alex Silva, ex-São Paulo e Flamengo e o meia-atacante Marcelinho Paraíba, ex-São Paulo e Grêmio.
Por mais que os dois jogadores tivessem bons momentos com a camisa do Boa Esporte, despendiam uma grande verba para pagamentos de salários e acabavam desfalcam o time em diversos jogos devido a lesões. Com a parada para a Copa do Mundo, a diretoria, juntamente com o técnico Nedo Xavier, repensaram o planejamento e se despediram destes jogadores mais experientes. O atacante Fábio Júnior, ex-Cruzeiro, foi o último a ser encostado.
CHEGADA DE DESTAQUES
Ao mesmo tempo que os “medalhões” foram saindo, destaques foram chegando. O maior exemplo disso é o meia Tomas. Com apenas 22 anos, o jogador foi contratado junto ao J Malucelli com a Série B juá em andamento e se tornou o principal jogador do elenco. Mesmo atuando no meio-campo, ele já balançou as redes 12 vezes na competição e se tornou o principal artilheiro do time.
Além e Tomas, outros jogadores que estavam esquecidos por outros clubes passaram a brilhar com a camisa do Boa Esporte, casos do meia Clébson, do lateral-direito Tinga e do volante Vinícius Hess.
AINDA NÃO ACABOU
Para conseguir o aceso inédito para a elite do Campeonato Brasileiro, o Boa Esporte depende apenas de si, mas tem um caminho espinhoso pela frente. O time ainda faz quatro jogos, contra Sampaio Corrêa (fora de casa), Joinville (em Varginha), Oeste (em Varginha) e Icasa (fora de casa).
Destes quatro jogos, três serão contra times que lutam pelo título ou contra o rebaixamento. O boa Esporte está há dois jogos sem perder.





































































































































