De Paulo Nunes e Oséas a Jesus e Róger Guedes. Confira os atacantes do Palmeiras desde 99

Edmundo, Barcos, Alan Kardec, Itamar, Gioino, Kahê e muito mais passaram pela Academia de Futebol

Edmundo, Barcos, Alan Kardec, Itamar, Gioino, Kahê e muito mais passaram pela Academia de Futebol

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São Paulo, SP, 26 (AFI) – No aniversário de 102 anos da Sociedade Esportiva Palmeiras, o Futebol Interior relembra os atacantes que passaram pelo clube desde o histórico título da Copa Libertadores da América em 1999, até os dias de hoje. Saudades batem com a dupla formada por Paulo Nunes e Oséas, mas Roger Guedes e Gabriel Jesus parecem conquistar a massa alviverde. Será que os jovens vão ter o mesmo sucesso dos veteranos? Veremos ao final da temporada…

Ao longo desses 17 anos, muitos jogadores consagrados pisaram na Academia de Futebol. Evair, Vagner Love e Edmundo são alguns desses. Tem também aqueles que não caíram nas graças da torcida, como Enílton, Kahê, Gioino e Florentín. Existe uma leva que poucos lembram, caso de Nenê, hoje destaque do Vasco da Gama, e André Balada, não o que defendia o Corinthians até semana passada, mas aquele que defendeu as cores da seleção de Guiné Equatorial.

Confira alguns dos atacantes que passaram pelo Palmeiras:

1999 – O ano que nunca será esquecido pelos palmeirenses. Paulo Nunes e Osésas comandaram a conquista do título de 1999 com muita categoria, raça e alegria. Cada gol, era uma comemoração inovadora. Quem não se lembra do ‘Diabo Loiro’ com a máscara da feiticeira ou a de porco, ou as dancinhas à moda baiana do camisa 9. E no banco, tinha ninguém menos do que Evair, o ‘matador’ alviverde.

Oséas e Paulo Nunes, dupla de ouro da 'Era Parmalat'

Oséas e Paulo Nunes, dupla de ouro da ‘Era Parmalat’

2000 – Vice-campeão da Libertadores, o Palmeiras teve como dupla de ataque Euller e o ‘desconhecido Pena. O filho do vento caiu facilmente nas graças da torcida e até hoje é lembrado. Aquele time tinha ainda tinha nomes como Marcelo Ramos, Asprilla, e Basílio, que dividiam a titularidades com a dupla acima.

2001 – O ano que o Palmeiras começou a se desmanchar com o fim da Parmalat. O Verdão chegou até a semifinal da Libertadores, mas já não tinha o mesmo prestígio. O ataque era formado por Juninho e Fábio Júnior, ex-América-MG. Muñoz começava a ganhar espaço.

Muñoz viveu o pior e o melhor nos tempos de Palmeiras

Muñoz viveu o pior e o melhor nos tempos de Palmeiras

2002 – Ano do primeiro rebaixamento alviverde. Quem via o elenco do Palmeiras, não acreditava na queda do time no brasileiro. Itamar e Muñoz formaram a dupla ofensiva na dolorosa derrota para o Vitória. Nenê, do Vasco, atuava com meia, enquanto Lopes era o reserva imediato no setor ofensivo.

2003 – O ano do retorno à elite do futebol brasileiro. Sob a batuta de Jair Picerni, o Palmeiras apostou em seus pratas da casa para conquistar o acesso, e foi feliz. Revelou Vagner Love e Edmílson, e manteve Muñhoz no elenco.

Vagner Love e Edmilson, na foto de campeão da Série B em 2003

Vagner Love e Edmilson, na foto de campeão da Série B em 2003

2004 – Em seu retorno à Primeira Divisão, o Palmeiras liderava o Brasileirão com uma dupla de ataque formada por Vagner Love e Muñoz, mas terminou bem diferente. O time caiu para a quarta posição, com Kahê, Osmar Cambalhota, Ricardinho e Thiago Gentil. O primeiro chegou com toda pompa, após fazer quatro gols em dois jogos, um de bicicleta, mas foi só ilusão.

2005 – O ano que o Palmeiras teve um dos piores ataques de todos os tempos, mas que conquistou um inesperado quarto lugar no Brasileirão. Washington, ex-Brasiliense e Ceará, e o argentino Gioino fizeram as honras. O elenco ainda tinha Adriano Chuva, Alex Afonso, Osmar, Wartley e Thiago Gentil.

Gioino fez dupla de ataque com Washington no Palmeiras

Gioino fez dupla de ataque com Washington no Palmeiras

2006 – Para a Libertadores, a diretoria se mexeu e contratou Edmundo, do Figueirense, o Animal, e Marcinho, que aparecia como astro no São Caetano. No papel, empolgante. No campo, quase outro rebaixamento, ficando na 16ª colocação do Brasileiro. Foi eliminado na Libertadores para o São Paulo. Enílton ‘cabeção’ fazia parte dessa equipe.

2007 – Ídolo eterno do Palmeiras, Edmundo seguiu na equipe e teve a companhia de Caio, Rodrigão, Max e Florentín. O paraguaio, que faleceu em acidente de carro, deixou o Palmeiras com medo da torcida. O ‘Homem de Pedra’ poderia ter virado herói num clássico contra o São Paulo, mas teve um gol anulado de forma incorreta. O ex de Hortência, por sua vez, até fez bons jogos, mas não empolgou.

Edmundo e Marcinho chegaram com tudo, mas saíram por baixo

Edmundo e Marcinho chegaram com tudo, mas saíram por baixo

2008 – Foi nesse ano que o Palmeiras teve enfim um ataque brilhante. Campeão Paulista com Alex Mineiro e Kleber Gladiador, só não foi melhor no brasileiro, pois Valdivia deixou a equipe no meio da temporada. Lenny e Denilson entravam esporadicamente.

2009 – Keirisson chegou ao Palmeiras após ser disputado por várias equipes e fez por onde. Voou no Paulistão, e foi contratado pelo Barcelona. Com Robert, Ortigoza, Vagner Love e Obina, o Verdão era tratado como campeão brasileiro, despencou na reta final e ficou até sem a Libertadores. Desses, apenas Coalhada e Obina agradavam. O último saiu do time depois de brigar com o zagueiro Maurício.

Vagner Love brilhou com Obina em 2009, faltou o título

Vagner Love brilhou com Obina em 2009, faltou o título

2010 – Sem Keirrison e Vagner Love, Palmeiras foi atrás de Marquinhos, jovem que apareceu bem no Vitória, e Ewerthon, ex-Corinthians. A torcida só comemorou quando Kleber Gladiador foi recontratado.

2011 – Gladiador, Max Pardalzinho, Wellington Paulista, Luan, Vinicius , Adriano Michael Jackson, Fernandão e Dinei passaram pelas mãos de Felipão. Curiosamente, o último gerou um mal-estar com a torcida justamente por fazer um gol contra o Fluminense, que brigava com o Corinthians pelo título brasileiro.

2012 – O ataque melhorou muito para 2011, mas na conta outro rebaixamento, porém, com um título, o da Copa do Brasil. Barcos era o novo xodó da torcida, e tinha a companhia de Obina, Maikon Leite, Luan e Mazinho.

Barcos foi de ídolo a vilão no Palestra Itália

Barcos foi de ídolo a vilão no Palestra Itália

2013 – Com a saída turbulenta do ‘Pirata’, Alan Kardec assumiu o ataque do Palmeiras na Série B, com Leandro ao seu lado. Vinícius e Ananias eram banco.

2014 – De volta à elite, Palmeiras viveu mais um ano turbulento. Alan Kardec foi para São Paulo, e Henrique ‘Ceifador’, hoje no Fluminense, quebrou o galho. Para alguns, foi o ‘salvador’ do não rebaixamento da equipe, para outros, só fazia gol de pênalti. Diogo, Leandro, Mouche e Cristaldo, se revezavam ao seu lado.

2015 – A situação começou a melhorar, e o Palmeiras foi campeão da Copa do Brasil. Cristaldo virou amuleto da equipe, mas não conseguiu se fixar entre os 11. Leandro Pereira começou como titular, foi vendido, e deu a vaga para Lucas Barrios. Gabriel Jesus começava a aparecer, enquanto Kelvin e Rafael Marques entravam em momentos decisivos. Dudu era mais meia no time de Marcelo Oliveira.

Róger Guedes e Gabriel Jesus são os meninos de ouro do Palmeiras

Róger Guedes e Gabriel Jesus são os meninos de ouro do Palmeiras

2016 – O Palmeiras começou o Brasileirão com tudo e a dupla formada por Gabriel Jesus e Róger Guedes chamavam a atenção dos clubes europeus. Barrios virou banco, assim como Rafael Marques. Cristaldo saiu, e Leandro Pereira retornou. Erik, contratado junto ao Goiás, foi ganhando espaço.