De Marcinho a Guerreiro, volante relembra ligação com Palmeiras e Novorizontino
Verdão e Tigre se enfrentam nesta sexta-feira, no Pacaembu, por uma vaga na semifinal do Paulistão
Verdão e Tigre se enfrentam nesta sexta-feira, no Pacaembu, por uma vaga na semifinal do Paulistão
São Paulo, SP – Palmeiras e Novorizontino decidem uma vaga na semifinal do Paulistão Itaipava e apesar dos 406 quilômetros de distância entre as cidades de São Paulo e Novo Horizonte, uma história encurta esse caminho. O volante Marcinho Guerreiro nasceu no interior paulista e se consagrou pelo time da capital. Ele relembra sua trajetória e demonstra gratidão pelos clubes.
Márcio Glad nasceu no dia 23 de setembro de 1980, na cidade de Novo Horizonte. Sua ligação com o Novorizontino começou ainda na infância, quando ia ao estádio com seu pai para assistir aos jogos do extinto clube da cidade. Ele esteve presente em ambos os jogos da famosa ‘Final Caipira’ entre Bragantino e Novorizontino, em 1990.
“Tinha dez anos na época, mas me lembro bem. Jogava em escolinha na cidade e assisti o primeiro jogo em Novo Horizonte ao lado do meu pai, que infelizmente já faleceu. No jogo da volta, em Bragança Paulista, fui com ele porque era muito fanático pelo time. Faz muitos anos, mas me lembro como se fosse hoje”, relembrou Marcinho.
Marcinho ainda não era conhecido como ‘Guerreiro’ e comenta seu início no futebol nas categorias de base do Novorizontino. “Hoje, moro em Florianópolis, mas tenho muita ligação com a cidade, pois minha família é de lá. Tenho um filho em Novo Horizonte. Comecei a minha carreira lá, mas não cheguei a jogar profissionalmente e lamento por encerrar a minha carreira sem ter nenhum jogo oficial pelo Novorizontino. Joguei contra uma vez, pelo Santo André, e tenho muita gratidão. Toda a minha base e a minha vida começaram na cidade”, disse.
O Grêmio Esportivo Novorizontino foi extinto em 1999 e o Grêmio Novorizontino nasceu em 2010. Com uma ascensão meteórica, o clube atingiu a elite e chegou às quartas de final pela primeira vez em sua história. “A cidade é conhecida nacionalmente pelo time. Na época (1990), foi uma alegria enorme chegar a uma final, mas infelizmente não deram respaldo e o time acabou. A volta de um time na cidade é importante principalmente para os meninos que sonham em ser jogador. Naquela época, os sonhos se interromperam. Hoje, o time é estruturado e tem ótimas pessoas no comando”, citou.
GUERRREIRO MARCINHO
Depois do Novorizontino, Marcinho passou por Olímpia, Matonense, Gama-DF e Figueirense-SC, antes de ser contratado pelo Palmeiras em 2003. “Cheguei assustado por estar em um clube da dimensão do Palmeiras. Sempre fui palmeirense fanático e havia dito para minha mãe que iria jogar no clube, custe o que custasse. No dia em que cheguei havia muita pressão, pois o clube estava na segunda divisão, mas quando você tem uma chance em um time grande tem de agarrar. Os primeiros jogos foram complicados, mas com muita vontade eu aproveitei a oportunidade”, revelou.
No Palmeiras havia outro Marcinho e foi lá que ele ganhou o apelido de guerreiro. “É muito satisfatório. Eram dois Marcinhos e acabou surgindo o Guerreiro por reconhecimento do meu trabalho. Estou parando de jogar e sou mais conhecido pelo guerreiro do que pelo nome (risos). Talvez seria bem menos conhecido do que sou hoje se não fosse isso. Acho que o ‘Guerreiro’ caiu na hora certa”, afirmou.
Após sair do Palmeiras, em 2006, Marcinho rodou o Brasil e o mundo. Jogou na Ucrânia, Espanha, Santos, no futebol nordestino, Santo André, até passar pelo CSA-AL, seu último clube. “Sou muito grato ao Palmeiras. Sempre falo para os meninos mais novos que não é tão difícil chegar a um clube grande, mas sim se manter lá. Cumpri meu contrato com o clube, então foi gratificante. Torço ainda mais pelo Palmeiras”, falou.
DECISÃO
Marcinho Guerreiro fez uma análise do confronto das quartas de final envolvendo Palmeiras e Novorizontino. “Isso é futebol e tudo pode acontecer, mas a missão do Novorizontino é muito complicada. Eles fizeram um grande papel e o Palmeiras tem a obrigação de passar. Eles estão classificados para a Série D, então deixa o Palmeiras avançar que dará muito mais trabalho lá na frente (risos)”, concluiu.
Palmeiras e Grêmio Novorizontino se enfrentam nesta sexta-feira, às 21h, no estádio do Pacaembu, em São Paulo, pelas quartas de final do Paulistão Itaipava. No primeiro confronto entre os clubes, o time da capital venceu por 3 a 1 e pode perder por um gol de diferença que estará classificado.





































































































































