De favorita à fiel da balança: a sina da Ferrinha
Araraquara, SP, 2 (AFI) – A Ferroviária iniciou o Campeonato Paulista da Série A2 favoritíssima ao acesso. Manteve a base vitoriosa da última temporada, contratou mais de 10 reforços e continuou apostando no técnico Edison Só. O script de sucesso para voltar à elite paulista, após 12 anos, estava montado. Só esqueceram, porém, de avisar os concorrentes e se programar para os percalços da árdua caminhada na A2.
Parecia tudo tranqüilo, até a 16ª rodada, quando a diretoria decidiu, de forma inesperada e equivocada, trocar o comando, depois da derrota por 2 a 0 para o América: saiu Edison Só (foto), que montou o elenco e conhecia todos os jogadores como a palma de sua mão, e chegou Luiz Carlos Ferreirão, o ultrapassado Ferreirão. Além do comando técnico, houve mudança na diretoria.
Renê Salve deixou o cargo de diretor de futebol e a vaga foi assumida por Osmar Alberto Volpe, o Pio, antigo ídolo do clube e também do Palmeiras. As alterações, no entanto, não surtiram o efeito desejado pela cúpula grená. Mesmo assim, a equipe conseguiu a classificação para a próxima fase, que já estava encaminhada com Edison Só.
Encoberta pela classificação, em quarto lugar, com 33 pontos, a realidade bateu à porta na segunda fase. Diferente da fase inicial, quando obteve duas vitórias e uma derrota, Ferreirão (foto) só colecionou derrotas, tanto que acabou demitido após o 2 a 0 para o União São João, em casa, logo na segunda rodada. Durante uma rodada, o time foi comandado pelo interino Telão, que não escapou da rotina: derrota.
Em busca do que já estava perdido, a diretoria contratou o técnico Paulo Cezar Catanoce. Com pouco tempo de trabalho, e tendo de lidar com problemas de relacionamento entre os jogadores, o treinador fez o que estava ao seu alcance, mas não teve jeito. Na sua estréia, caiu para o Santo André, por 2 a 1, no ABC. O primeiro ponto na segunda fase veio somente na última quarta-feira, quando empatou sem gols com o União São João, em Araras.
Agora, a Ferrinha pode decidir um acesso, mas não o seu. Neste sábado, recebe o Botafogo, em Araraquara, com uma missão principal – além de vencer seu primeiro jogo nesta fase: atrapalhar a vida alheia. Fiel da balança, a equipe grená quer vencer o rival regional, que, com uma derrota, dependendo do saldo de gols, pode ficar de fora da festa do acesso.
Depois de mandos e desmandos, jogadores baladeiros, como Marcelo Tevez, Wellington e Lucas, que não honraram a tradição do clube, restou isso para a Ferroviária: comemorar a desgraça dos outros.





































































































































